O programa nacional do PT, exibido nesta quinta (6) em cadeia nacional de televisão e rádio, foi alvo de protesto em bairros de pelos menos nove capitais estaduais e no Distrito Federal.

Houve "panelaços", "apitaços" e "buzinaços" em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Palmas, Fortaleza e Recife.

O programa durou dez minutos, o bastante para gerar fortes protestos nos bairros Buritis, Lourdes, Savassi, Santa Tereza, Anchieta, Cruzeiro, Gutierrez, Ipiranga, São Pedro, Sagrada Família, entre outros. Foguetes e buzinaço também foram usados.

No Anchieta, um manifestante sacou um microfone para mobilizar a vizinhança. O auge do barulho coincidiu com o discurso de Dilma e Lula. Nesse momento, gritos de ordem como “fora Dilma, fora PT, fora Lula”, seguidos de palavrões, foram escutados. Desde que assumiu o segundo mandato, após disputa acirrada contra o senador tucano Aécio Neves, Dilma está sendo hostilizada pela população. 

Durante o programa, os petistas evitaram mencionar as denúncias investigadas pela operação “Lava Jato” da Polícia Federal (PF). Nesta semana, a tensão política atingiu o ápice com a prisão do ex-ministro José Dirceu, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ser “instituidor” do Petrolão, o esquema de pagamento de propina responsável pelo desvio de bilhões de reais da Petrobras. Sem citar a expressão impeachment, o partido apresentou um balanço de ações do governo, especialmente nas áreas social.

No programa partidário, o PT admite que o país vive uma crise econômica, afirma que o governo está trabalhando para contornar o problema e conclama os brasileiros a não deixar que ela se transforme em uma crise política, que "demora muito, e o sofrimento é imenso".

Apresentado pelo ator global José de Abreu e com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente Dilma Rousseff e do presidente do PT, Rui Falcão, o programa termina com uma ironia aos panelaços, dizendo que o PT foi o partido "que mais encheu a panela dos brasileiros".

O PT defende que, no governo, evitou por seis anos que a crise internacional chegasse ao Brasil, que hoje o país vive "problemas passageiros na economia" e que há pessoas tentando se aproveitar disso para "criar uma crise política que poderia trazer efeitos bem piores do que uma crise econômica".

E conclama o cidadão para evitar que isso ocorra: "Hoje, há uma pessoa capaz de evitar uma grave crise política no país: você".

São mostradas imagens de políticos oposicionistas como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e José Agripino (DEM-RN) e o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP). 

* com Folha Press.

Confira o vídeo que vai ao ar: