O fato de o secretário de Estado de Defesa Social, Bernardo Santana, ter sido diretor de uma empresa que tem uma dívida milionário com o Estado e ser membro do comitê que discute e promove ações para cobrança desses débitos é visto com preocupação por alguns promotores. A situação, para eles, gera um conflito de interesses.


“É, no mínimo, antiético e constrangedor”, afirmou um promotor, que pediu para não ser identificado. Questionado sobre a situação, o governo do Estado informou que, assim como estabelece a legislação, “o secretário de Estado de Defesa Social tem assento no Comitê de Recuperação de Ativos do Estado (Cira) e que não é prerrogativa do Cira atuar junto a processos que tramitam na Secretaria de Fazenda”.


Coordenador do Centro de Apoio das Promotorias de Defesa da Ordem Econômica e Tributária, o promotor Renato Froes, que também é membro do Cira, avalia que a situação não traz reflexos para o trabalho prático do grupo. “Se há algum desconforto, não é da minha parte. Estou tratando com órgãos e instituições e não pessoas físicas”.