O Bloco Verdade e Coerência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, formado por 22 deputados da oposição ao governo Fernando Pimentel (PT), afirmou que o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016 apresentado pelo governo – e que deve ser votado até o fim desta semana – omite um déficit de R$ 5 bilhões. O texto atual já prevê terminar o ano que vem no vermelho, mas o rombo seria de R$ 8,9 bilhões, enquanto o real, segundo os oposicionistas, seria de R$ 13,9 bilhões.

“A incoerência do Governo Pimentel já começou no ano passado, quando não votaram o orçamento e, em seguida, falaram em vários valores sobre o rombo deste ano – iniciou com R$ 3 bilhões e foi até a R$ 7 bilhões. Para o ano que vem, aumentaram, em apenas três meses, a previsão de déficit de R$ 3,7 bilhões para R$ 8,9 bilhões. Configura a vontade e necessidade de iludir o povo mineiro”, afirmou o deputado estadual, Gustavo Corrêa (DEM), líder do Bloco Verdade e Coerência.

Segundo o democrata, o governo maquia o orçamento ao ignorar o reajuste salarial prometido aos professores. “Há um déficit mascarado de aproximadamente R$ 1,9 bilhão apenas na folha. Sem falar no reajuste automático do piso salarial dos professores, que terá um impacto de R$ 1,46 bilhão em 2016”, completa o deputado.

A soma da oposição é de que o déficit seria de R$ 12,4 bilhões sem o reajuste automático em cima do aumento salarial dos professores prometido por Pimentel neste ano. Considerando também essa despesa, o montante chegaria a R$ 13,9 bilhões.

“Orçamento mascarado foi no período deles (da oposição), tanto que diziam que tinha déficit zero e era mentiroso. Eles nunca gostaram de dar aumento de salário aos servidores públicos. Aumento para professor, para pessoal da saúde… Eles nunca gostaram muito. O que está no orçamento é real”, rebateu o líder do governo na Assembleia Legislativa, Durval Ângelo (PT), que garantiu o reajuste dos educadores através de redução de despesas.