PSDB realiza neste domingo prévias para escolha do candidato a presidente em 2022

Leíse Costa
leise.costa@hojeemdia.com.br
19/11/2021 às 18:41.
Atualizado em 05/12/2021 às 06:17
 (Arte HD)

(Arte HD)

Neste domingo (21), filiados do PSDB votam para decidir quem será o candidato do partido nas eleições à Presidência da República em 2022. A disputa deve se concentrar entre os governadores João Doria, de São Paulo (SP), e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul (RS). Além dos dois, o ex-prefeito de Manaus (AM) Arthur Virgílio também compete pela vaga. Na cúpula do PSDB mineiro, o presidente da sigla, deputado federal Paulo Abi-Ackel, aposta todas as fichas na candidatura de Leite e optou pela estratégia de priorizar cadastros de filiados com mandato, que têm peso maior em relação às filiações de outros membros. “No caso do grupo de deputados federais, somos iguais porque temos o mesmo número da bancada de São Paulo. Em relação aos prefeitos e vereadores, somos praticamente iguais. Na categoria de membros filiados, a capital paulista vai ter mais peso. Para empatarmos com São Paulo neste colégio, Minas precisa somar votos com Bahia e Rio Grande do Sul”, afirma Abi-Ackel. Ele diz que, feitas as contas, numa perspectiva nacional, as chances da vitória de Leite são grandes.

Abi-Ackel trabalhou pesado para conseguir o maior número de cadastramento de tucanos aptos para votação, que acontece em modelo híbrido. Filiados com mandatos de prefeito, governador, vice-prefeito, vice-governador, deputado, senador, ex-presidente e o presidente atual do partido, o gaúcho Bruno Araújo, votam presencialmente, em Brasília. Vereadores e todos os outros membros participam por meio do “Prévias PSDB”, aplicativo desenvolvido para a disputa. “A minha impressão é que a soma de apoios é maior que a do governador de São Paulo no seu Estado, o que equilibra a disputa e até dá favoritismo ao Leite”, diz Abi-Ackel, para quem, independente do resultado, o placar será apertado. “Vai ser um percentual pequeno de diferença”, resume.

Na avaliação de Abi-Ackel, se vitorioso nas prévias, Leite tem a capacidade de aglutinar mais votos que o adversário Doria. “Ele [João Doria] quer ser o candidato à Presidência em qualquer hipótese e isso pode afastar as forças de outros partidos políticos que também fazem parte do centro político brasileiro. Ele parece não admitir qualquer outra possibilidade além dele. Diferente do Eduardo, que é um agregador num momento que nós necessitamos de alguém que consiga concentrar forças para enfrentar a polarização entre Lula e Bolsonaro”, defende.Arte HD / N/A

Prévias no PSDB

Apoio a Doria

O apoio a Eduardo Leite, entretanto, não é unanimidade em Minas. O vice-presidente da legenda, Domingos Sávio, defende o oposto do colega de partido. Sávio ressalta que, apesar de as prévias terem “três excelentes nomes à disposição”, a direção mineira pesou a mão na falta de ”cortesia” com os outros dois candidatos. “Houve uma decisão, no meu entendimento, equivocada da executiva estadual de estabelecer algo que não está previsto no regimento, de que o candidato do PSDB de Minas Gerais fosse o governador Eduardo Leite, pelo qual tenho muito respeito. Essa decisão dificultou, quase impediu, que João Doria e Arthur Virgílio fizessem campanha no Estado. Apenas eu recebi os dois, assim como também fui ao encontro de Leite num jantar em Brasília”, disse. Nos cálculos de Sávio, apesar de não levar em Minas, Doria deve vencer no âmbito nacional. “Para mim, o que importa é que haja democracia no processo e aquele que for vitorioso terá meu apoio”, amenizou, quando questionado sobre maiores rachaduras no PSDB do Estado em uma eventual vitória de Leite.

Aécio Neves

Procurado pela reportagem do Hoje em Dia, o deputado federal e ex-presidente do PSDB, Aécio Neves, endossou, por meio de nota, o discurso de Abi-Ackel sobre a capacidade de Leite representar ‘uma terceira via que possa aglutinar forças’. Segundo o ex-governador de Minas, desafeto de Doria, o Brasil deve evitar “radicalismos”. “A eleição do governador de São Paulo nos levaria ao isolamento, que não faria bem nem ao partido nem ao Brasil”, declarou.

  

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