Réu do mensalão mineiro, o ex-governador tucano Eduardo Azeredo, declarou que vai se aposentar de vez da vida política. “Não pretendo me candidatar novamente, já fui governador, fui senador, não quero mais disputar eleições”, afirmou.
 
Em fevereiro de 2014, o parlamentar desistiu do mandato na Câmara. A renúncia ocorreu depois de o procurador geral da República, Rodrigo Janot, recomendar sua condenação a 22 anos de prisão pelas acusações de peculato e lavagem de dinheiro.
 
Desde que renunciou, Azeredo participa de reuniões do PSDB, mas não toma decisões. “Ele é uma pessoa muito experiente, mas não tem nenhuma função formal. Às vezes, participa de conversas, vai a Brasília, mas se afastou da vida partidária direta”, conta o presidente do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana.
 
O processo contra Azeredo, que agora tramita na 9ª Vara Criminal do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, está parado. Falta apenas a sentença, que será proferida pela juíza Neide da Silva Martins. No entanto, de acordo com a assessoria do fórum, não há prazo para a magistrada tomar sua decisão.
 
O tucano afirma ter interesse em uma decisão no processo judicial, e diz não se considerar beneficiado com a demora na sentença. “Tenho convicção, como aqueles que me conhecem, na minha absolvição”, argumenta.
 
Como ex-governador de Minas, Azeredo tem direito ao salário integral do cargo, atualmente de R$ 10,5 mil. Além de senador e deputado federal, o tucano foi prefeito de BH – elegeu-se vice-prefeito e assumiu quando o titular, Pimenta da Veiga, renunciou ao cargo.

(* Com Agência Estado)