Renan diz que cobrará 'reação altiva' de Dilma por agressões a senadores

Estadão Conteúdo
18/06/2015 às 18:18.
Atualizado em 17/11/2021 às 00:32
 (Moreira Mariz / Agência Senado)

(Moreira Mariz / Agência Senado)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), condenou nesta quinta-feira (18) as agressões sofridas pela comitiva de senadores que está na Venezuela em missão oficial. Ele afirmou que vai telefonar para a presidente Dilma Rousseff para cobrar uma posição de repúdio do governo. "Vou telefonar à presidente e cobrar uma reação altiva do governo brasileiro contra os fatos narrados pelos senadores. Qualquer agressão à nossa delegação é uma agressão ao Legislativo", disse Renan.

O presidente da Casa contou que recebeu relatos "apreensivos" de senadores que estão em Caracas, como os tucanos Aloysio Nunes (SP) e Cássio Cunha Lima (PB), que contaram que a delegação brasileira foi cercada assim que deixou o aeroporto da capital venezuelana. Em nota, o peemedebista afirmou que "as democracias verdadeiras não admitem conviver com manifestações incivilizadas e medievais" e que "eles precisam ser combatidos energicamente para que não se reproduzam".

Diversos senadores se manifestaram sobre o assunto na tribuna da Casa. O tucano Álvaro Dias (PR) também cobrou uma posição oficial do Palácio do Planalto. "O que ocorre na Venezuela neste momento é um atentado ao Congresso Nacional brasileiro e à democracia, e há que se exigir do governo do nosso País uma pronta intervenção, não só em nome da segurança a que têm direito esses parlamentares, mas, sobretudo, em nome da soberania do Parlamento brasileiro deste País", disse.

Já o peemedebista Roberto Requião (PR) fez um apelo ao governo venezuelano pela "segurança e pela integridade física" dos colegas, mas disse que, se os senadores tivessem ido àquele país com uma posição mais neutra, "esse tipo de hostilidade" não estaria acontecendo.

A manifestação do petista Lindbergh Farias (PT) foi nesse mesmo sentido. Ele condenou as agressões, mas afirmou que os senadores deveriam ter buscado contato não somente com os líderes da oposição venezuelana, mas também com integrantes do governo de Nicolás Maduro.

A comitiva de senadores do Brasil foi cercada por manifestantes assim que deixou o aeroporto de Caracas. O grupo seguia para o presídio onde está preso o líder oposicionista Leopoldo López. A comitiva, porém, teve de retornar ao aeroporto não só por causa do protesto, mas também do tráfego nos arredores do aeroporto. Diante da confusão, os parlamentares chegaram a dizer que estavam sendo alvo de uma "armação" para tentar impedi-los de cumprir a agenda junto a políticos opositores.
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