O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (11) por meio do Twitter que vai “blindar a Câmara de qualquer crise”. A preocupação do parlamentar é evitar que o vazamento de conversas entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o coordenador da Lava Jato, procurador Deltan Dallagnol, divulgadas pelo site The Intercept contaminem a votação de reformas importantes para o país, como a da Previdência.

“Vamos blindar a Câmara de qualquer crise. Nosso esforço e nosso foco está na aprovação das reformas e de todos os projetos que são essenciais para o Brasil. Nada é mais importante do que o resgate da confiança, com o equilíbrio das contas públicas e a geração de empregos no país”, afirmou em sua rede social.

Na segunda-feira (10), líderes de partidos da oposição na Câmara anunciaram obstrução nas votações da Casa. Segundo a líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), partidos da oposição se unirão para inviabilizar todas as atividades na Câmara como forma de pressionar a adoção de medidas. Os parlamentares pedem a renúncia de Sergio Moro do cargo de ministro, o afastamento de procuradores da Lava Jato Deltan Dallagnol e Laura Tessler, além da perícia de telefones funcionais desses procuradores.

O presidente da Comissão Especial que analisa a Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), também afirmou hoje que tem feito um apelo à oposição para evitar que o vazamento de conversas entre Moro e Dallagnol impeçam o andamento da análise de Proposta de Emenda à Constituição (PEC 6/19), que altera as regras de aposentadoria no país.

“Hoje à tarde, tenho uma reunião com todos os partidos de oposição para tentar convencê-los de seguir no esforço de blindar a pauta econômica para que o país, as pessoas mais humildes, os trabalhadores e os aposentados não paguem a conta dessa crise política que começa a tomar conta do país”, disse, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Ramos afirmou que desde o fim de semana a votação da reforma ganhou um “desafio adicional”. Segundo o presidente da comissão, o vazamento fez com que a oposição, que vinha tendo uma atitude de resistência, mas sem obstruir os trabalhos, já manifestou que entrará em obstrução inclusive na Reforma da Previdência.

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