O governador eleito Romeu Zema (Novo) não descarta a possibilidade de manter alguns dos secretários do governo Fernando Pimentel (PT). O político afirmou que não vê problemas em ter nomes do PT na administração, desde que a pessoa seja um bom técnico na área em que atua. Ele voltou a dizer que usará empresas de recrutamento de executivos para definir os nomes que irão compor a gestão. 

A afirmação foi feita durante entrevista a uma rádio local, na manhã de ontem. “Se ele resolve os problemas que impactam a vida do mineiro, me interessa muito mais isso do que a religião dele, a estatura dele, a cor da pele, e o partido também”, ponderou Zema. O nome dos possíveis secretários que irão permanecer, no entanto, não foram revelados. 

O plano do governador eleito é reduzir de 21 secretarias para nove. Para isso, vai unir algumas pastas e encerrar outras. A Secretaria de Administração Prisional (Seap) será integrada à Secretaria de Segurança Pública (Sesp), por exemplo. “É uma racionalização do processo, coisa que qualquer pessoa faria”, afirmou.

"Se ele resolve os problemas que impactam a vida do mineiro, me interessa muito mais isso do que a religião dele, a estatura dele, a cor da pele e o partido também", disse Romeu Zema  

 

Zema também cogita unir as Secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) à Secretaria do Meio Ambiente, seguindo a proposta do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). 


Em âmbito nacional, o Ministério do Meio Ambiente afirmou ver a união com surpresa e preocupação. 

Em Minas Gerais, Romeu Zema afirma que, embora pretenda unificar as pastas, elas trabalharão de forma independente. 

“Vamos unir mantendo uma estrutura à parte para a preservação do meio ambiente e para agilizar as licenças ambientais, que são os grandes gargalos na gestão pública”, disse.

Transição

Seis pessoas fazem parte da equipe de transição. Os nomes, no entanto, ainda não foram divulgados. Sabe-se que o vereador Mateus Simões (Novo) coordena o grupo, que conta com a participação do vice-governador Paulo Brant.

O economista Gustavo Franco atuará como uma espécie de consultor. Segundo fontes de bastidores, ele foi convidado para ocupar a secretaria da Fazenda, mas recusou o convite.