Siglas pró-Lula debatem criação da federação partidária em Minas

João Sampaio
jsampaio@hojeemdia.com.br
27/01/2022 às 19:37.
Atualizado em 30/01/2022 às 01:07
 (Luiz Santana/ALMG)

(Luiz Santana/ALMG)

Dirigentes do PT, PCdoB, PSB e PV em Minas farão no dia 7 de fevereiro a primeira reunião do ano para dar sequência, no Estado, às conversas em torno da formação de uma federação partidária para atuação conjunta pelos próximos quatro anos.

Na quarta-feira (26), os presidentes nacionais das quatro siglas avançaram nas negociações e chegaram a um acordo sobre a composição da possível federação. A ideia é que o colegiado tenha 50 integrantes, com representantes das quatro siglas que o compõem em número proporcional ao tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. Assim, o PT teria 27 lugares, o PSB ocuparia 15 postos e o PSB e o PCdoB, 4 cadeiras cada. 

Para o presidente do PT em Minas, o deputado estadual Cristiano Silveira, a federação em Minas tem tudo para caminhar sem maiores dificuldades uma vez que as quatro siglas já possuem um bom relacionamento no Estado. “Com o PCdoB sempre caminhamos juntos. O PSB, inclusive, fomos aliados nas últimas eleições, e a mesma coisa o PV. Estivemos muitas vezes juntos na construção das agendas Fora Bolsonaro”, disse o deputado.

A reunião dos partidos ainda não têm local e horário definidos, conforme o presidente estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro. Mas é certo que na pauta estará a construção do palanque da federação em Minas. 

Isso inclui, por exemplo, se a federação vai lançar candidato próprio para o governo do Estado nas próximas eleições ou se apoiará um nome de outra sigla. Nesse caso, o nome mais cogitado tem sido o do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), um cenário considerado como de interesse dos partidos da federação em função da oposição que Kalil faz tanto ao governador Romeu Zema (Novo) como ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Toda candidatura contra Bolsonaro tem chances, mas, se conseguirmos construir uma candidatura própria para o governo e o Senado, isso seria o melhor desenho, até porque temos dois turnos. De qualquer forma, é uma decisão ancorada no debate nacional em torno da candidatura do Lula”, afirma Wadson Ribeiro, do PCdoB.

Para Silveira, qualquer decisão passará pelo projeto nacional de eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um terceiro mandato. “Nossa prioridade é a eleição do Lula. Qualquer decisão em relação às candidaturas no Estado passam por essa discussão”, resume.

A federação partidária prevê, em linhas gerais, que duas ou mais legendas se unam durante o período eleitoral e mantenham a parceria por no mínimo quatro anos. Com isso, as siglas parceiras passam a ser tratadas como uma só. Precisam, por exemplo, estar juntas na disputa presidencial, em todas as candidaturas estaduais e também nas atuações na Câmara dos Deputados e no Senado.

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