Em meio a confusão e muitas negociações, o vereador Léo Burguês (PSDB) foi reeleito para a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Com 21 votos a favor e 14 contra, ele terá como vice o vereador Wellington Magalhães (PTN).

Nas galerias da Câmara, muito tumulto e revolta com a escolha, inclusive briga. Disputavam contra a chapa de Burguês os vereadores Henrique Braga (PSDB) e Daniel Nepomuceno (PSB).

Os parlamentares creditam a vitória de Burguês ao prefeito Márcio Lacerda que tentava eleger Henrique Braga. Segundo alguns foi o que gerou uma revolta na maioria, que acabou votando contra o prefeito.

No Twitter, o reeleito presidente da CMBH agradeceu a confiança dos colegas. "Agradeço aos novos vereadores de BH que depositaram em mim confiança e responsabilidade de continuar na presidência para o biênio 2013-2014!"

Léo Burguês (PSDB)

Léo Burguês de Castro foi eleito vereador pela terceira vez, com 7.441 votos. O atual presidente da Câmara Municipal se filiou ao PSDB em 1998 e conquistou seu primeiro mandato como vereador dois anos depois. Também foi assessor-chefe do governador Aécio Neves. Em seu segundo mandato como vereador, esteve à frente da Mesa Diretora no biênio 2011/2012. É presidente do Diretório Municipal do PSDB.

Esteve envolvido em muitas polêmicas em seu último mandato. Entre elas, duas que teriam beneficiado sua madrasta: ele teria gasto cerca de R$ 62 mil em lanches na empresa dela e apresentou, recentemente, um projeto que proibia supermercados de funcionar aos domingos, condição que favoreceriam o estabelecimento de Berenice Guimarães.

Em outubro, mais uma vez polemizando, propôs alterar a Lei de Uso e Ocupação do Solo da capital com o objetivo de permitir que “moradias de interesse social” possam ser construídas nas áreas de proteção ambiental de Belo Horizonte.

Wellington Magalhães (PTN)

Wellington Gonçalves de Magalhães, presidente do PTN estadual, foi eleito com 8.436 votos. Belo-horizontino, já presidiu, na Câmara Municipal, as Comissões de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor e Meio Ambiente e Política Urbana. Também já trabalhou como assessor de deputados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Teve o mandato cassado em 2010, acusado de abuso de poder econômico e captação ilícita de votos nas eleições de 2008. O ex-vereador chegou a lançar candidatura de deputado estadual, em 2010, mas desistiu para apoiar sua irmã.

Confira na edição impressa do Jornal Hoje em Dia desta quarta-feira (2) a cobertura completa das cerimônias de posses no interior e na capital mineira.