Menos de um ano após assumir a função, o controlador-geral do Estado, Mário Spinelli, está de saída da pasta. Ele será o novo ouvidor da Petrobras, cargo para o qual foi selecionado por meio de um processo seletivo.

"É um novo desafio. Para mim foi muito gratificante esse ano em Minas. Os resultados são significativos e saio com a sensação de dever cumprido", disse Spinelli durante uma coletiva realizada nesta sexta-feira (18) para apresentar um balanço sobre o trabalho da Controladoria-Geral do Estado.

Questionado sobre as atividades a serem desempenhadas na empresa, que passa por um escândalo de corrupção investigado pela Polícia Federal, Spinelli disse que tudo ainda será conversado com a diretoria. "A função da ouvidoria tem total relação com essa atividade de controladoria. É o setor que recebe e da encaminhamento a denúncias", explicou.

A data da saída do controlador-geral ainda não está definida, mas será logo no início do próximo ano. Quem assume a função é o atual controlador adjunto, Dany Andrey Secco que, assim como Spinelly, é funcionário de carreira da Controladoria Geral da União.

Balanço

Desde o início do ano, a Controladoria-Geral julgou 434 processos, que resultaram na expulsão de 183 servidores, sendo 11 por abuso sexual no ambiente escolar. As empresas também foram alvo da fiscalização do órgão, que incluiu 133 delas no cadastro de fornecedores impedidos. Outras três empresas estão respondendo a processos administrativos de responsabilização enquadrados na Lei Anticorrupção.

Também foi apresentado nesta sexta-feira (18) o novo Portal da Transparência do governo mineiro. "O portal era muito ruim, a gente tinha dificuldade para encontrar dados. Buscamos trabalhar com informações consolidadas, mas sem perder o dado bruto", ressaltou Spinelli.

Ainda foram apresentadas as ferramentas que devem ser usadas pela Controladoria-Geral no próximo ano. Entre elas está o Sistema de Registro de Bens dos Agentes Públicos (Sispatri), que vai controlar eletronicamente a evolução dos bens dos servidores a fim de comparar se o patrimônio dos mesmos é condizente com os ganhos.