O ex-presidente Michel Temer (MDB), preso nesta quinta-feira (21) no âmbito da operação "Lava Jato", ficará em uma sala especial na superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, da mesma forma como ocorreu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba. 

Temer foi preso preventivamente em São Paulo, cidade onde mora, mas está sendo transferido para o Rio de Janeiro, já que a prisão foi expedida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal da capital fluminense.

O ex-presidente deve ficar em um cômodo, que já está sendo preparado para recebê-lo, dentro da superintendência e separado dos outros presos. Assim como em Curitiba, a sede da PF no Rio não possui a chamada sala de Estado Maior. O direito a uma sala especial é previsto em lei e foi considerado constitucional em 2006.

Defesa de Temer

O advogado Eduardo Carnelós, que defende Michel Temer, afirmou que a prisão do ex-presidente "é uma barbaridade". O MDB, por meio de nota, "lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco. O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa".

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*Com Estadão Conteúdo