O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki determinou nesta quarta-feira (24) a soltura do advogado Edson Ribeiro, que havia sido preso em novembro junto ao senador Delcídio do Amaral (PT-MS) sob acusação de obstruir as investigações da Operação "Lava Jato". Delcídio e seu chefe de gabinete Diogo Ferreira foram soltos na última sexta-feira (19), mas a decisão sobre Edson Ribeiro ainda estava pendente. Seguindo o mesmo entendimento dos demais, de que não oferecia mais risco às investigações, Teori estendeu a decisão ao advogado.

Edson Ribeiro também terá que se recolher a seu domicílio durante as noites e não poderá manter contato com os outros investigados, além de entregar seu passaporte. Edson, Delcídio, Diogo e o ex-presidente do banco BTG Pactual André Esteves haviam sido presos em novembro por determinação do Supremo depois que uma gravação feita por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, indicou tentativa de obstrução das investigações da "Lava Jato".

A PGR (Procuradoria Geral da República) aponta que Edson, que advogada para Nestor Cerveró, participava de negociações com Delcídio de um auxílio financeiro a Cerveró para excluir o senador de seus depoimentos.

O advogado de Edson Ribeiro, Marcos Crissiuma, já argumentou em defesa do cliente que ele nunca participou diretamente dos acordos de delação premiada negociados pelo ex-diretor com investigadores da Lava Jato, tendo indicado outro advogado para acompanhar essa negociação.