Manifestantes se reúnem na manhã deste domingo (12), na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, em protesto que pede o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A concentração de pessoas começou por volta das 10h.

Convocado pelo Movimento Brasil Livre em Minas Gerais (MBL-MG), o ato ainda não conseguiu trazer às ruas o número próximo ao alcançado pelas manifestações convocadas por Bolsonaro no último dia 7.

Em meio aos manifestantes e organizadores, o protesto deste domingo busca ser um ato com o objetivo de fortalecer a terceira via, em contraposição aos defensores de Lula e Bolsonaro, hoje líderes nas pesquisas de opinião. “Estamos aqui para pedir o fora Bolsonaro e dar o primeiro passo para o processo de impeachment do atual presidente, que já se mostrou incompetente e traidor. O Brasil, nas atuais condições em que estamos não merece um homem com ele no comando”, afirma Caíque Januzzi, líder do MBL-MG.

Sem a esquerda

Convocada há dois meses para ser um ato com o enfoque “Nem Lula, nem Bolsonaro”, a manifestação buscou nos últimos dias o apoio de partidos de centro e esquerda, além de movimentos sociais e sindicais. Em Minas, membros do PDT – partido presidido pelo ex-candidato à presidência Ciro Gomes - participam da manifestação.

Outras siglas, como Cidadania e Rede e movimentos sindicais como União Geral dos Trabalhadores e Nova Cental Sindical dos Trabalhadores (NCST) fizeram convocações para o ato.

O deputado estadual Guilherme da Cunha (Novo) também participou da manifestação e discursou durante o ato. "É o momento certo de deixarmos nossas diferenças ideológicas de lado e nos unirmos em prol do principal obstáculo que se coloca contra a democracia e o desenvolvimento do nosso país que é o Bolsonaro. No dia 7, ficou ainda mais claro que o presidente cometeu crimes de responsabilidade e atentou claramente contra as instituições", disse o deputado. 

Ausências

Procurado pelo Hoje em Dia, o deputado estadual João Vitor Xavier afirmou que o Cidadania "não participa oficialmente do ato e que não há posição definida na direção estadual da sigla sobre a adesão à manifestação". Xavier destacou ainda que "os filiados à legenda tem liberdade de escolher suas posições e a participação em eventos políticos".  

Já o deputado estadual Cristiano Silveira, presidente do PT em Minas, disse que a sigla "saúda toda mobilização contra Bolsonaro, mas não participou da organização e convocação de manifestantes para o ato".