O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto ficou em silêncio na tarde desta sexta-feira (17), na Justiça Federal no Paraná. Frente à frente com o juiz Sérgio Moro, que decretou sua prisão em 15 de abril na Operação 'Lava Jato', Vaccari não quis responder perguntas acerca da acusação que lhe é feita pelo Ministério Público Federal - neste processo, Vaccari é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

Vaccari seguiu orientação de seu advogado, o criminalista Luiz Flávio Borges D'Urso. "Não existe absolutamente nada contra Vaccari, por isso ele nem depôs. Não há nada a responder porque não há nada contra Vaccari", disse Luiz Flávio Borges D'Urso.

Na avaliação do criminalista nos autos "não há nenhuma prova que corrobore o que foi dito pelos delatores"- o lobista Augusto Mendonça, o doleiro Alberto Youssef e o ex-vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite.

"O que consta da denúncia contra Vaccari é a palavra dos delatores, nada mais", disse Luiz D'Urso.

O criminalista entrou com novo pedido de habeas corpus para Vaccari, agora no Superior Tribunal de Justiça. O pedido deverá ser analisado pelo ministro Francisco Falcão.