A primeira prestação de contas da campanha dos vereadores de Belo Horizonte coloca em dúvida as declarações de bens apresentadas por eles. Nos documentos, 15 dos 41 parlamentares não declararam entre os bens possuírem dinheiro, mas já colocaram algum valor para participar da disputa. 

Os números foram apresentados pelos políticos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Levantamento feito pelo Hoje em Dia mostra que, juntos, esses vereadores gastaram quase R$ 350 mil que não aparecem nas declarações deles. As justificativas são as mais variadas, vão desde a realização de empréstimos até a utilização de parte dos salários em busca da reeleição.
 
Pódium
 
O recordista de gastos entre os que pareciam estar com os bolsos vazios é o vereador Leonardo Mattos (PV). Ele declarou um investimento de R$ 95 mil na campanha eleitoral. Apesar de apresentar bens que ultrapassam R$ 1 milhão, ele não possui nenhuma conta em banco ou dinheiro em espécie na lista declarada ao TSE. 
 
O segundo que mais gastou nessa situação foi o vereador Iran Babosa (PMDB), que já colocou do próprio bolso R$ 60 mil na campanha. Na declaração, o peemedebista disse que possui apenas quotas em empresas, fundos de capitalização e um terreno. 
 
O terceiro na lista é o vereador Toninho Pinheiro da Vila Pinho (PTdoB). Dono de uma casa no bairro que carrega no nome político e de um veículo Monza ano 1987 avaliado em R$ 7 mil, ele apresentou um gasto do próprio bolso de R$ 50 mil.
 
O vereador Carlúcio Gonçalves (PR) desembolsou R$ 30 mil, de acordo com o TSE, mas na declaração possui apenas uma casa, carro e quotas de uma gráfica. 
 
Lista
 
Na sequência aparecem Márcio Almeida (PRP), Alberto Rodrigues (PV), Reinaldo Preto do Sacolão (PMDB), Heleno (PHS), Elaine Matozinhos (PTB), Divino Pereira (PMN), Adriano Ventura (PT) e Ronaldo Gontijo (PPS). Todos estes gastaram entre R$ 5 mil e R$ 20 mil na primeira prestação de contas ao TSE.
 
Completam a lista os parlamentares Hugo Thomé (PMN), Cabo Júlio (PMDB) e Paulinho Motorista (PSL). Estes três gastaram menos de R$ 5 mil. O último, inclusive, admitiu que desembolsou R$ 900. Porém, na declaração, ele apresentou apenas um apartamento financiado em 30 anos por meio da Caixa Econômica Federal.