O vice-governador de Minas, Paulo Brant, que estava sem partido desde março de 2020, quando deixou o Novo, legenda do governador Romeu Zema, assinou nesta segunda-feira (16) filiação ao PSDB, de olho no quadro eleitoral de 2022. 

Brant, que despediu-se da antiga legenda por divergências internas - ele discordou de Zema, por exemplo, quanto a um projeto de Lei, de autoria do governo que reajustava salários de servidores estaduais da Segurança, em detrimento dos demais - destacou que seu retorno ao PSDB, no qual esteve de 2007 a 2015, expressa a convergência de pensamento entre eles e as lideranças tucanas.

"O país vive um momento delicado. De um lado, uma estagnação crônica já que não cresce de maneira significativa desde a virada do século, pelo menos, e isso tem aguçado ainda mais a desigualdade", afirmou, lembrando que, só em Minas, haveria, hoje, 5,3 milhões de pessoas na linha da pobreza.

"De outro lado, existe uma polarização tóxica, venenosa, paralisante, que espalha rancor e gera um vazio de ideias", acrescentou, citando a dicotomia entre o presidente Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT), pré-candidatos ao Palácio do Planalto no ano que vem.

"Isso leva a acreditar que as únicas alternativas são as populistas, que não apontam para o futuro, mas para o passado. E o PSDB pode contribuir para mudar isso, com ideias e política", completou.

Coincidências

O ingresso de Brant no ninho tucano, e a posição contrária a Bolsonaro e a Lula, manifestada pelo vice-governador no ato da inscrição, ocorre no dia seguinte à divulgação, por 13 governadores de estados e o chefe do executivo do Distrito Federal, divulgarem nota em defesa dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) - alvos de novos ataques de bolsonaristas e do próprio presidente. O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), não assinou o texto.

Além disso, Brant retorna ao PSDB no mesmo dia em que o senador Carlos Viana (PSD) afirmou que vai se candidatar ao governo de Minas nas eleições de 2022, e que pode mudar de partido caso o atual decida pela candidatura do prefeito de Belo Horizonte e correligionário, Alexandre Kalil.

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