Por R$ 100 mil, Fiat Fiorino passa por mudanças para continuar em linha em 2022

Marcelo Jabulas
@mjabulas
07/12/2021 às 07:25.
Atualizado em 08/12/2021 às 01:13
 (Fiat/Divulgação)

(Fiat/Divulgação)

A Fiat acaba de atualizar o Fiorino. O furgão passa pela primeira mudança desde 2014, quando trocou a carroceria dos anos 1980 pela da atual geração do Uno. Na verdade, o comercial leve continua com cara do popular, mas com novos para-choques e ajustes para seguir em linha em 2022.

Isso porque o Fiorino precisou se adequar ao Proconve L7, edição mais recente das normas de emissões e que entrará em vigor na virada do ano. O modelo recebeu novos bicos injetores e nova calibração do motor Fire EVO 1.4. 

A potência de 88 cv caiu para 86, enquanto o torque de 12,5 kgfm encolheu para 12 kgfm. Tudo isso para que o modelo atenda aos limites impostos pela legislação. Segundo a marca, os ajustes reduziram o consumo em 8,3% no álcool e 11,8% na gasolina. 

De acordo com a Fiat, a média de rodagem de carros do segmento é de 28 mil quilômetros anuais. E segundo a marca, com o preço médio atual da gasolina, na casa dos R$ 6,50, os ajustes podem gerar uma economia anual de R$ 1.500. Os executivos reconhecem que o valor pode parecer pouco, diluído ao longo do ano, mas pontuam que numa frota com dezenas ou centenas de veículos, a economia atenuaria consideravelmente o custo operacional. 

Versão única

Com apenas uma versão e preço de R$ 99.990, o furgão é caro. No entanto, ele goza do prestígio de se posicionar num segmento praticamente sem concorrentes diretos. Hoje, ele briga apenas o veterano Peugeot Partner, que não é capaz de fazer sombra. 

Para se ter uma ideia, o Fiorino emplacou 19.440 unidades de janeiro a novembro, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), enquanto o furgãozinho do leão registrou apenas 519 licenciamentos. E apesar do valor salgado, a Fiat espera ampliar suas vendas em 10%.

O otimismo tem como base o varejo online. A marca aponta que, em 2020, o setor cresceu 74% em função da pandemia e o hábito se manteve em 2021. Nesse cenário, a Fiat acredita que o Fiorino não terá rivais para atuar na etapa chamada rota final. Ou seja, é o carro que faz o trajeto curto, do centro de distribuição regional até a casa do cliente. 

Seus demais rivais, como o Citroën Jumpy e o Peugeot Expert, se posicionam numa faixa de preço ainda mais alta com valores na casa dos R$ 170 mil. Junto com Fiorino e Partner, são os únicos que permitem uso por motoristas com habilitação de categoria B.

Visual

Visualmente o carro praticamente não mudou. Ela incorporou os faróis atuais do Uno, além de para-choque redesenhado e novas grade e logomarca. 

No entanto, o visual da Fiorino é o que menos importa, ainda mais quando se trata de um carro de trabalho, em que é preciso considerar o custo operacional. Assim, o faróis de parábola simples do Uno e o para-choque sem pintura reduzem o valor da reparabilidade.

Interior

Por dentro, a Fiat fez o que ela faz de melhor, deu um tapinha nos painéis plásticos, com novos porta-objetos e até mesmo um compartimento para máquinas de cartões. Afinal a função da Fiorino é ser um carro comercial, assim não há necessidade de grandes refinamentos. Por outro lado, a marca aponta que modernizou o sistema de ar-condicionado, para tornar a labuta mais confortável.

O Fiorino ainda conta com direção hidráulica, vidros elétricos, computador de bordo, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa (Hill Holder), alerta de frenagem de emergência e chave de abertura remota.

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