Muita gente leva a numerologia a sério. A ciência estuda a relação dos algarismos com a vida das pessoas e é adotada para traçar metas e tentar compreender ciclos de vida. Quando Ferry Porsche projetou o 911, em 1963, ele se chamaria 901. A marca chegou a encomendar um grande volume de algarismos dourados para afixar na carroceria. 

No entanto, a Peugeot enviou uma carta explicando já que tinha registrado aquela mesma sequência. Como os algarismos estavam soltos, bastou remover o “0” e trocar por “1”. Se foi ou não por causa da numerologia, não temos como afirmar, mas fato é que 911 realmente é um número de sucesso há 60 anos.

Apresentada no fim do ano passado, a oitava geração do Porsche 911 acaba de desembarcar no Brasil em duas opções de carroceria: cupê e conversível. Além de duas versões: Carrera S e Carrera 4S. A primeira tem tração traseira, já a segunda recorre à tração integral. Pessoalmente, a opção com tração apenas nas rodas posteriores é a que mais agrada, pois o bicho é mais bravo, gosta mais de “traseirar”. 

O novo 911 tem preços que variam de R$ 679 mil a R$ 769 mil. A versão mais “em conta” é a Carrera S cupê, e a mais puxada, a Carrera 4S Cabriolet. Apesar das diferenças do sistema de tração e carroceria, em todas as versões o esportivo é equipado com um motor de seis cilindros opostos (boxer) biturbo de 3.0 litros. 

E como o 911 é um carro envolto a números, a unidade entrega 450 cv e 53 mkgf de torque. Valores que lhe conferem aceleração de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos, na Carrera S.

Arquitetura
O 911 tem se mantido fiel ao desenho desde 1963. Apesar de ser a oitava geração, essa é a segunda carroceria, inaugurada em 1997. Mas o conceito de arquitetura é o mesmo há 60 anos.

Por dentro, o alemão evoluiu, mas não perdeu identidade. Apesar de ter chave presencial, ele mantém uma “chavinha” fixa no lado esquerdo do volante (como em todo 911), assim como o cronógrafo ao centro do painel e os cinco relógios diante do volante, com o conta-giros ao centro. Os números não mentem!