Que me perdoe o Fusca, que foi seu ancestral, mas não há carro que se iguale ao Porsche 911. O esportivo alemão completará 60 anos em 2023, exibindo a mesma silhueta que vem sendo polida ao longo dos anos, como uma pedra na beira de uma cachoeira. A atual geração do 911, a 992 chegou há pouco mais de um ano, como grande momento das comemorações de 70 anos da marca. E de lá para cá novas versões foram surgindo, incluído a Turbo. 

O 911 Turbo é o líder alfa da matilha de Stuttgart. Versão que nasceu em 1975 e tornou o turbocompressor funcional em automóveis de rua. Hoje, todo Porsche conta com o “caracol” empurrando ar para as câmaras de compressão, mas só o Turbo pode ter o termo grafado em sua carroceria.

O novo topo de linha estreia já na versão Turbo S (que vem com cobertura extra de chocolate). Nesse caso, o sabor está no boxer 3.8 (obviamente turbinado) que despeja espantosos 650 cv e 80 mkgf de torque nas quatro rodas. Apesar de não ser mais potente que o atual GT2 RS (que é um carro de corridas, homologado para uso urbano), o Turbo S é o mais potente de sua linhagem, com 70 cv a mais que seu antecessor.

Segundo a Porsche o sistema de resfriamento foi desenhado para elevar o fluxo de ar para as turbinas de geometria variável. As turbinas são montadas nas laterais do bloco e a tubulação percorre próximo à asa, onde há grande captação de ar corrente, que contribui para o resfriamento dos gases de escape, irão mover as pás da turbina. Com isso se conseguiu maior volume e ganho de torque. 

Toda potência e torque são distribuídas pela caixa de dupla embreagem PDK de oito marchas e seu sistema de tração integral gerenciado pelo sistema Porsche Traction Management (PTM), que conta com nova caixa de transferência que é capaz de distribuir até 50 mkgf de torque para as rodas dianteiras. Tudo isso se converte numa aceleração de 0 a 100 km/h em 2,7 segundos e velocidade máxima de 330 km/h.

Como aconteceu com o 930 Turbo, modelo que deu origem à linhagem, a carroceria do novo Turbo S é mais larga. Segundo a Porsche são 4,5 cm à mais para comportar as novas bitolas e pneus. O sistema de suspensão, com gerenciamento eletrônico, também foi aprimorado para garantir o máximo de estabilidade e dirigibilidade em altas velocidades. 

Aos puristas, o excesso de eletrônica nunca foram vistos com bons olhos. Afinal, Porsche que é Porsche deve ser domado no braço. Mas sejamos francos, ninguém compra um carro de mais de R$ 1,3 milhão se não for capaz de guiá-lo.

Gostou? Suas vendas começam no segundo semestre.