Quem acompanha o HD Auto certamente já leu uma porção de vezes que o Porsche Cayenne foi responsável por tirar a marca alemã da falência. No início dos anos 1990, a marca vivia um dilema financeiro, pois precisava modernizar o 911, e seus modelos de valores mais “acessíveis”, como 944 e 928, não eram capazes de fazer volume para manter o caixa da marca em dia. A solução foi apostar no nicho que estava em ascensão, o dos utilitários-esportivos (SUV). E quase 20 anos após o lançamento, a marca estreia no Brasil a versão cupê. 

Utilitários que combinam o corpanzil dos jipões com linhas que se assemelham aos esportivos compactos não são novidade. A BMW foi precursora nesse segmento com o X6 e depois disso diversos fabricantes seguiram a tendência, como Mercedes, Land Rover, Audi, Lamborghini, Jaguar e até mesmo marcas mundanas com a VW e Fiat já revelaram estudos de seus futuros SUVs invocados. Basicamente a receita é alongar o balanço da coluna traseira.

O Cayenne Coupé, no entanto, é o único que carrega em suas linhas o DNA do mais famoso cupê de todos os tempos, o 911. A coluna C é uma clara representação do formato em gota desenhado por Ferry Porsche em 1963. Trata-se do mesmo estilo que também foi aplicado ao cupê quatro portas Panamera.

Mas o que o Cayenne Copé tem? Para começar, esse Porsche estreia com duas versões com preços de R$ 459 mil e R$ 956 mil. Sim, a versão topo de linha custa mais que o dobro da “básica”. 

Apesar de ser um carro habilitado para encarar terrenos acidentados, a praia dele é o asfalto, tanto que conta com[/TEXTO][TEXTO] asa móvel, que é erguida a partir dos 90 km/h. A versão de entrada é equipada com motor V6 biturbo 3.0 de 340 cv e 45,9 mkgf de torque. Trata-se do mesmo motor que pode ser encontrado no Panamera e também no primo Audi Q8. Se serve de consolo, esse Porsche é mais barato que o jipão das quatro argolas, que custa R$ 472 mil.

Já a versão topo de linha, Turbo S E-Hybrid ,combina uma unidade V8 biturbo 4.0 com módulos elétricos. Combinados, ele entrega assustadores 680 cv e 90 mkgf de torque. Vale lembrar que 40 mkgf vêm do motor elétrico. Números que permitem que esse gigante de aproximadamente duas toneladas acelere de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e atinja a velocidade máxima de 296 km/h. 

Para os dois casos, a tração é integral e transmissão é de oito marchas. 

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