Comerciantes e prestadores de serviços comemoram os resultados do Carnaval em Belo Horizonte, mas ressaltam que a festa poderia ter rendido lucros ainda maiores, não fosse a possibilidade de chuvas fortes durante a festa – o que pode ter alterado o roteiro turístico de parte dos foliões. 

“A taxa de ocupação nos hotéis da capital foi de 75% a 80%, a melhor na história do Carnaval da capital. Cerca de 50 estabelecimentos tiveram ocupação total de sexta a domingo”, disse Paulo César Marcondes Pedrosa, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de BH.

Apesar de celebrar o resultado, Pedrosa ponderou que “a taxa de ocupação poderia ser melhor, pois cancelamentos de reservas ocorreram em razão do receio de tempestades”.

Os temporais que castigaram a capital mineira e boa parte do Estado no fim de janeiro e início de fevereiro levaram alguns turistas a reverem a ideia de curtir a festa na cidade. Antes da folia, o poder público adiantou que alguns cortejos poderiam ser alterados porque envolviam áreas com risco de alagamento. São Pedro, contudo, colaborou. A capital não registrou chuva forte na semana da festas. 

Inicialmente, a estimativa da Belotur era de aproximadamente 5 milhões de foliões se divertindo na cidade – uma pessoa que curte três blocos é contada como três foliões. No ano passado, em média, cada turista deixou na cidade R$ 718,32, de acordo com o órgão municipal.

O balanço real de 2020 ainda não tem data para ser divulgado pela prefeitura, pois, oficialmente, o Carnaval segue até o próximo domingo. Até lá, há setor que planeja faturar mais.

O presidente da seção mineira da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Ricardo Rodrigues, conta que os estabelecimentos apuraram crescimento médio de 5% no fluxo de pessoas e no consumo.

O percentual pode parecer pequeno para muita gente, mas Rodrigues pensa o contrário: “É um aumento considerável diante da atual economia”.

O crescimento destacado pelo executivo da Abrasel leva em conta sondagem informal junto a proprietários de estabelecimentos. “É importante ressaltar que nosso ramo tem peculiaridades. Há de se considerar que temos bares que estão em locais privilegiados, onde passam os cortejos”.

Esses estabelecimentos, claro, lucraram muito mais que 5% acima do Carnaval passado. Por outro lado, há empreendimentos que funcionam em locais distantes das grandes aglomerações de carnavalescos.

É bom destacar que o Carnaval na capital é custeado por investimentos privados. Neste ano, a PBH conseguiu dos patrocinadores aproximadamente R$ 6 milhões em verba direta e R$ 8,3 milhões em planilhas de estruturas e serviços.