A inflação dos presentes para o Dia das Crianças cresceu menos neste ano, uma boa notícia para os papais e mamães que ainda vão às compras hoje. O índice calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) registrou aumento de 2,87% no acumulado de 12 meses, inferior ao IPC/FGV, que alcançou 3,97% no mesmo período.

Nesse espaço de 12 meses, as despesas com presentes tiveram pesquena alta de 1,01%. Os gastos com aparelhos telefônicos celulares variaram 1,59%, assim como computadores e periféricos, que subiram 0,50%. As maiores altas foram verificadas em livros (4,98%), artigos esportivos (4,74%) e bicicletas (3,32%). Já os jogos para recreação registraram até deflação de 0,60%.

Apesar da menor aceleração dos preços em relação ao Dia das Crianças do ano passado, os pais devem estar atentos e avaliar se o produto cabe no orçamento doméstico. “O bem durável pode pesar mais nesse momento, até porque algumas famílias estão sentindo o baixo crescimento econômico, enfrentam o drama do desemprego, e isso limita muito o orçamento familiar. Um exemplo é o celular, que pode custar mais de R$ 1 mil, porém variou apenas 1,59%, percentual inferior à média da inflação do período”, afirmou o economista André Braz, coordenador do IPC.

Na tradicional loja de brinquedos Brinkel, a expectativa neste ano é “pelo menos empatar” com as vendas do Dia das Crianças de 2018. Segundo o proprietário do estabelecimento, Altair Rezende, o movimento já começou a melhorar desde o início do mês. “Mas o quente mesmo é na véspera (hoje) e no Dia das Crianças, já que a loja vai abrir normalmente”, disse.

Altair Rezende explicou que, pelo perfil da loja, o mês de outubro é um dos melhores em vendas, só perdendo, é claro, para o período do Natal. “Em outubro, nossas vendas são duas vezes e meia maiores que em meses normais. No Natal, o movimento é seis vezes superio”, disse.

Serviços

Ainda de acordo com a FGV, os serviços, no mesmo período, tiveram alta média de 4,21%, ficando acima da inflação. Os maiores aumentos foram verificados em cinema (7,25%) e doces e salgados (4,22%). 

No entanto, o economista avalia que apesar do aumento ainda vale a pena optar por um programa em família. “Nesse momento, temos que fazer aquilo que cabe no orçamento. Às vezes, um passeio, apesar de ter ficado mais caro, é mais viável”, enfatiza.
 

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