Quatro prefeitos europeus, incluindo as de Paris e Barcelona, pediram aos governos do continente que façam mais para ajudar os refugiados e imigrantes, em uma coluna conjunta publicada neste domingo no jornal espanhol El  País.
    
O pedido foi formulado pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, de Barcelona, Ada Colau, pela italiana de Lampedusa Giusi Nicolini e pelo prefeito da ilha grega de Lesbos Spyros Galinos, os últimos dois importantes pontos de entrada de imigrantes.
    
"As cidades europeias estão preparadas para se tornarem lugares de acolhida. Os Estados são os que concedem o status de asilo, mas as cidades são as que fornecem abrigo", escrevem os prefeitos na coluna, intitulada "Nós, as cidades da Europa".
    
"Nossos serviços municipais já estão trabalhando em planos de acolhimento para assegurar pão, teto e dignidade a todos aqueles que fogem da guerra e da fome. Só falta a ajuda dos Estados", completam.
    
A coluna foi publicada na véspera de uma reunião extraordinária de ministros do Interior da UE em Bruxelas, para buscar soluções urgentes para a crise migratória, sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial.
    
"Pedimos que não deem as costas às cidades, que escutem o clamor que vem delas, necessitamos de apoio e cooperação dos Estados, da União Europeia e das instituições internacionais para assegurar a acolhida do imigrantes", declara o artigo.
    
Diante do fluxo de imigrantes que chegam de países de conflito como Síria, Iraque e Afeganistão, inúmeros municípios, organizações e grupos do Facebook se organizaram para pressionar os Estados para que sejam mais generosos em suas políticas de acolhimento.
    
Assim, em agosto, Colau impulsionou a criação de uma rede de cidades-refúgio que ofereçam abrigo aos imigrantes que chegam à Europa para fugir dos conflitos em seus países de origem.
    
Desde então, mais de 100 localidades espanholas seguiram o chamado, entre elas Madri, Cádiz, La Corunha, Santiago de Compostela e Zaragoza, cidades governadas por coalizões de esquerda. Seus prefeitos também assinaram o artigo publicado em El País.