Nove entidades empresariais da capital enviaram à prefeitura, ontem, proposta para reabertura de estabelecimentos não essenciais na cidade. Basicamente, o ponto principal seria que o comércio de rua e os centros comerciais funcionassem entre terça e sexta-feira e os shoppings, de quarta-feira a sábado.

De acordo com o projeto, seria possível distribuir a circulação de consumidores, proporcionando várias opções, de forma a aumentar área de transição, evitando aglomerações e a propagação do novo coronavírus. Desde o dia 29 de junho, o funcionamento do comércio de BH teve de voltar à fase zero (apenas operam serviços essenciais), para conter o crescimento no número de casos e mortes por Covid na cidade.

A PBH informou que está analisando a proposta.Hoje, às 14h, haverá reunião entre o Executivo e representantes do comércio. A intenção dos empresários é convencer a gestão municipal a reabrir as lojas já na semana que vem. 

Nadim Donato, presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas-BH), diz que a proposta prevê que as pessoas possam conciliar a saída de casa para trabalhar ou consumir com outros dias de isolamento social. “Dessa forma, a gente concilia economia com saúde. Fica uma balança bem legal, a pessoa não fica exposta por muito tempo nem passa o tempo todo dentro de casa”.

“Precisamos de todas as lojas abertas, porque comércio é uma engrenagem, funciona como um todo. Uma pessoa que vai comprar roupa ou sapato, acaba comprando também um colar, tomando um café. Precisamos estar abertos juntos”, acrescentou Donato, lembrando que o comércio de rua funcionaria de 11h às 19h e os shoppings, de 12h às 20h.

O texto informa ainda que “a proposta apresentada tem o objetivo de evitar aglomerações de passageiros nos transportes públicos e terminais”. Entre os signatários da proposta, está o Sindicato das Empresas de Transporte de Belo Horizonte (Setra-BH), que já havia solicitado à administração municipal que houvesse uma restrição na circulação de ônibus na capital durante os fins de semana. 

Além do Sindilojas-BH e do Setra-BH, assinam a proposta o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga-BH), Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismos de BH e Região (Sindimaco), Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios de BH e Contagem (Sincagen), Associação Mineira de Supermercados (AMIS), Sindicato do Comércio Atacadista de Tecidos, Vestuários e Armarinhos (Sincateva), Associação Brasileira de Shoppings (Abrasce) e Associação dos Lojistas de Shopping Centers.

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