O prefeito Nilton Ferreira da Silva, de Corinto, na Região Central de Minas Gerais, foi indiciado por fraude em procedimento licitatório nessa segunda-feira (12). Além de Nilton, o vice-prefeito Adjalme de Jesus Chavis, o ex-secretário Municipal de Transportes, Luiz Carlos Teixeira de Souza, o Kaká, o leiloeiro oficial, Arnaldo Emílio Colombarolli e mais outras sete pessoas estão sendo acusadas.

A delegada responsável pelo caso, Karen de Paula Lopes, instaurou o inquérito no segundo semestre de 2014, e os levantamentos foram concluídos agora. São três os procedimentos licitários da Prefeitura de Corinto, que foram o alvo de investigação da Polícia Civil: o Leilão nº 01/2011, Leilão nº 02/2011 e Pregão nº 03/2012. Os autos foram encaminhados por ela ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

A lista de indiciamentos incluiu ainda os cidadãos Redelvim Geraldo de Aguiar, Kelynson Silva Rocha, Kerley Silva Rocha, Mário Pereira Salazar Júnior, Geraldo Parada dos Santos Júnior, Francisco das Chagas de Campos e Marcelo Farlei de Aguiar.

Karen Lopes informou ainda que ficou constatado que as três licitações foram direcionadas de forma fraudulenta, com combinações sendo firmadas previamente entre a administração pública e os licitantes, visando beneficiar apoiadores da gestão municipal.

Outros crimes

O prefeito Nilton e o ex-secretário de Transportes Luiz Carlos já se envolveram em caso de desvio de verba pública. De acordo com a Polícia Civil, ficou comprovado que veículos arrematados nos Leilões nº 01/2011 e 02/2011 teriam sido avaliados de forma dolosa com preços abaixo do mercado, sendo os mesmos adquiridos mediante Pregão nº 03/2012, e depois supervalorizados.

No mesmo inquérito ainda foram indiciados por Falsidade Ideológica Cometida por Funcionário Público, o prefeito Nilton, o leiloeiro Arnaldo e a presidente da Comissão de Licitação à época, Alexandra Rodrigues dos Santos.

“Ficou evidenciado que documentos constantes no Procedimento Licitatório Leilão nº 02/2011 foram alterados posteriormente à finalização do certame, com o escopo de alterar a verdade sobre o decurso da Sessão de Propostas e Arrematação”, completa a delegada Karen Lopes.