Os pais deverão ganhar presentes mais modestos em 2019. Pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) aponta que os empresários acreditam que o valor médio que os consumidores irão gastar deve ser 12% menor do que no ano passado. A expectativa é a de que o tíquete médio das compras dos belo-horizontinos seja de R$ 106,79. Em 2018, a quantia esperada era de R$ 121,63.

“O parcelamento dos salários do funcionalismo público estadual e o desemprego persistente são fatores que impactam o comércio e impedem gastos maiores. Além disso, assim como em outras datas comemorativas, o que se tem visto é que as pessoas estão buscando presentear, mas sem comprometer o orçamento”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. 

Apesar do tíquete médio ultrapassar os R$ 100, a maior parte dos entrevistados (38,4%) espera que os consumidores adquiram itens de até R$ 50 neste Dia dos Pais. Outros 29% acreditam que o valor será de R$ 50,01 a R$ 100. 
“O pai é aquela figura que não inspira tanto afeto e não tem tanto apelo emocional como a da mãe. Isso também ajuda a explicar o desembolso menor”, diz o presidente da CDL/BH. 

Em relação à quantidade de presentes, a maior parte dos lojistas (75,8%) acredita que os consumidores devem adquirir apenas um item. “Este resultado indica que os empresários estão percebendo que os clientes continuam receosos em efetuar grandes compras e contrair dívidas, limitando os gastos a apenas um presente”, afirma Souza e Silva.

Confiança

Apesar do tíquete mais magrinho, a maior parte dos comerciantes entrevistados (57,9%) espera que as vendas irão aumentar no Dia dos Pais. No ano passado, esse percentual era 13,8 pontos percentuais menor (44,1%). Já 30,2% dos entrevistados esperam que as vendas sejam iguais às de 2018 e 11,9% consideram que o desempenho deve ser pior. 

Em função da data, a estimativa da CDL/BH é a de que o comércio da capital apresente em agosto crescimento de 1,33% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com isso, um montante de R$ 1,82 bilhão deve ser injetado na economia da cidade.

“Sabemos que a economia ainda não apresentou o ritmo de crescimento esperado para este ano, mas estamos em uma situação mais favorável em relação ao mesmo período de 2018, quando a confiança dos empresários sofreu uma queda considerável devido à greve dos caminhoneiros e à incerteza eleitoral”, compara Marcelo de Souza e Silva. 

Ele cita ainda a perspectiva da aprovação da reforma da Previdência como motivo para o otimismo dos varejistas.