Duas macrorregiões de saúde em Minas poderão avançar na reativação das atividades econômicas. O Comitê Extraordinário Covid-19 avaliou nesta quarta-feira (27) que as cidades nas regiões Centro e Leste do Sul poderão seguir as orientações da onda amarela do programa Minas Consciente, desenvolvido pelo governo para uma reabertura gradual e planejada do comércio nas cidades mineiras.

A onda amarela prevê a reabertura de livrarias, papelarias e lojas de roupas e calçados. Juntas, as regiões Centro e Leste do Sul compreendem 154 municípios, mas somente 15 deles fizeram adesão formal ao programa Minas Consciente – até esta quinta-feira (28), 87 cidades haviam formalizado a adesão.

Outra mudança de onda foi feita na região Sul, que saiu da onda verde para a onda branca, permitindo a reabertura de espaços de baixo risco de transmissão, como lojas de artigos esportivos e jogos eletrônicos, autoescolas e floriculturas. Para definir quais são as regras para cada região, o Comitê leva em conta os números de casos e de mortos pela doença, além da capacidade da assistência de saúde.

Veja no mapa como ficam as ondas para cada macrorregião de saúde no Estado:

minas consciente

"Esse avanço pode parecer lento, mas é necessário, seguindo padrões de saúde necessários", afirmou o secetário-adjunto de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio. Segundo ele, é preciso que a sociedade entenda que o Minas Consciente "não é um programa de flexibilização, mas de convivência harmônica com o isolamento". 

Nas regiões onde vigorar a onda amarela, as empresas que reabrirem as portas terão de seguir algumas recomendações, como demarcar com sinalização no lado externo do estabelecimento a distância de 2 metros entre as pessoas que ficarem nas filas; só permitir a entrada de clientes se estiverem utilizando máscaras; dar atendimento preferencial e especial a idosos, hipertensos, diabéticos e gestantes, garantindo um fluxo ágil de maneira que essas pessoas permaneçam o mínimo de tempo possível no interior do estabelecimento; e limitar o número de funcionários ao estritamente necessário para o funcionamento do serviço.

O programa

Elaborado pelas secretarias de Saúde e Desenvolvimento Econômico,  o programa Minas Consciente apresenta protocolos de segurança sanitária a serem seguidos por prefeituras, empresas e cidadãos. Não é obrigatória a adesão formal, mas o Estado informa que poderá monitorar melhor o avanço do novo coronavírus se as cidades aceitarem formalmente as recomendações. 

O ponto mais importante é a setorização das atividades econômicas em quatro “ondas” (onda verde – serviços essenciais; onda branca – baixo risco; onda amarela – médio risco; onda vermelha – alto risco), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença.

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