O PT promete uma série de eventos para intensificar a campanha do candidato do partido à Presidência da República, Fernando Haddad, em Minas, na semana que antecede a eleição.

A ideia dos coordenadores, que se reuniram em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (28), é ocupar todo o Estado até o pleito do dia 7 de outubro, a partir de 120 caravanas por todo o território mineiro.

Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador nacional da campanha de Haddad, revelou a confiança do partido na vitória em um dos estados preponderantes para o resultado da eleição.

“Estamos muito entusiasmados na reta final e aqui junto com Pimentel e Dilma para, em Minas, com essas caminhadas e carreatas, ter um final de campanha forte, mobilizado, para que o povo fale claramente na possibilidade de voltar a ser feliz de novo”, afirmou.

Segundo o PT, o presidenciável deve vir a Belo Horizonte pelo menos uma vez na próxima semana, e deve concentrar a reta final de campanha do primeiro turno no Sudeste.

Além das carreatas pelas 120 microrregionais do Estado, o partido planeja realizar nove caravanas na capital antes do pleito.

Coordenador de Haddad em Minas Gerais, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), ratificou a expectativa de um bom resultado em Minas, a partir do crescimento do ex-prefeito de São Paulo nas últimas pesquisas de intenção de voto.

“Nós ganhamos as últimas quatro eleições em Minas Gerais e a última, em especial, consolidou a reeleição da presidenta Dilma. Estamos com essa preocupação e, ao mesmo tempo, convictos na nossa vitória. Todos os indicadores apontam um crescimento, seguindo a tendência nacional. Eu acredito que até a próxima quarta-feira nós estaremos em primeiro lugar em Minas Gerais”, completou.

Críticas a Bolsonaro

Gabrielli também projetou um possível embate com Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições e não poupou críticas ao capitão.

“Vamos discutir como as propostas do adversário rebatem na vida das pessoas. O que está sendo proposto por ele são propostas de barbárie, de destruição da sociedade brasileira, de aumento do antagonismo e da desigualdade no nosso país e de penalização do povo pobre”.

Cancelamento dos títulos de eleitor

O ex-ministro Ricardo Berzoini, que cuida das finanças da campanha, criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que cancelou o título de eleitor de 3,4 milhões de brasileiros que não realizaram o cadastramento biométrico no prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

A maioria dos eleitores que tiveram o título cancelado residem no Nordeste, território onde tradicionalmente o PT tem grande concentração de votos. "O Supremo, mais uma vez, adotou postura conflitante com a Constituição", afirmou Berzoini.