A produção de leite movimentou R$ 67 bilhões no país, em 2016. E Minas é dono da maior produção nacional. Diante da importância econômica do mercado lácteo, empreendedores mineiros se movimentam para conquistar o Ideas for Milk, desafio promovido pela Embrapa Gado de Leite. O objetivo da competição nacional é oferecer ideias inovadoras e soluções digitais para os diversos setores produtivos da cadeia do leite. Das dez startups que estão na final, de um total de mais de 80 inscritas, quatro são mineiras e disputam um prêmio de R$ 20 mil.

A startup vencedora da segunda edição do Ideas for Milk será conhecida em 9 de dezembro. O evento será em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Três outras empresas finalistas são do Rio Grande do Sul, duas do Paraná e uma de São Paulo.

De BH, a MilkPlus desenvolveu um projeto que reúne serviços para auxiliar os laticínios a otimizar a qualidade, produtividade e lucratividade. Fazem parte do pacote uma plataforma de gestão para a captação de leite, um programa de otimização de rotas, que os desenvolvedores apelidaram de “Google Maps do Leite”, um dispositivo para rastrear os veículos de coleta e outro de precisão para a coleta da matéria-prima.

A também belo-horizontina QualiSticker propôs soluções para monitorar o frescor de alimentos perecíveis, baseada em selos e/ou filmes interativos que avisam se o produto está apropriado ou não para o consumo humano. É uma embalagem inteligente que, em contato direto com o queijo, é capaz de transmitir informações a respeito da qualidade por meio da mudança de cor.

Já a Scanner Bovino, de Juiz de Fora, apresentou uma plataforma de gestão zootécnica, intuitiva e interativa, capaz de promover o aumento da produtividade e eficiência do rebanho, por meio da identificação automatizada dos bovinos. A solução, garantem os empreendedores, coloca fim ao problema do elevado custo de identificação dos animais.

A Zoograss, startup de Uberaba, completa a lista de representantes mineiras. O projeto foi pensado para atender sistemas de produção de leite a pasto, levando em consideração a falta de tecnologias de fácil acesso voltadas para a escolha de gramíneas que se adaptem à realidade da fazenda em que serão cultivadas.

“O evento é campo fértil para quem está em busca de startups em fase inicial, que ainda valem pouco diante do potencial. Um investidor pode fechar negócio com uma empresa que hoje vale R$ 100 mil e em questão de um ano ver o valor passar para R$ 2 milhões”, diz o diretor do comitê de AgTech da Associação Brasileira de Startups (ABStartups, Maikel Schiessl.