BRASÍLIA – O acidente com as vidraças externas do Supremo Tribunal Federal (STF), que se quebraram durante voo rasante de um caça da Força Aérea Brasileira (FAB) no domingo (1º), pode acelerar o projeto de uma grande reforma na Corte. Desde que foi construído, na década de 1950, o prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer nunca passou por obras significativas.

No ano passado, o STF chegou a pedir orçamento de R$ 4 milhões para reformar a estrutura externa do prédio. A proposta previa a instalação de vidros blindados no gabinete da presidência e nas laterais do plenário, reforçando a segurança. O projeto não foi adiante porque os técnicos concluíram que a troca dos vidros, que ficariam mais pesados, poderia comprometer a estrutura do prédio.
 
De acordo com a assessoria do STF, a reforma deve ganhar corpo na gestão de Joaquim Barbosa, que assume a presidência do tribunal em dezembro com a aposentadoria de Carlos Ayres Britto. Há expectativa de que as obras durem pelo menos um ano e meio, mas o tribunal não deixará de funcionar nem terá sua estrutura transferida no período –  placas de gesso seriam instaladas para vedar as salas, que têm pelo menos uma das laterais inteira de vidro. Ainda não há estimativa do custo total da reforma.  

Além do edifício-sede - que abriga o plenário e setores ligados à administração do tribunal -, o STF é formado por mais dois anexos. Construído na década de 1970, o primeiro anexo tem grande parte de suas salas ocupadas pelo Conselho Nacional de Justiça desde 2005. No segundo anexo, concluído na década de 1990, funcionam as salas de sessão das duas turmas e ficam alojados os gabinetes dos ministros, além da área de protocolo e atendimento ao público externo.