Se parte dos servidores de Minas já vinha protestando contra a reforma da Previdência estadual, proposta pelo Executivo e entregue à Assembleia em 19 de junho, declaração dada nesta quinta-feira (9) pelo governador Romeu Zema, durante inauguração de ala no Hospital Eduardo de Menezes, na capital, pode deixar os ânimos ainda mais exaltados. 

Ao responder a pergunta sobre a suspensão da tramitação do projeto no Legislativo, definida nessa quarta (8) pela presidência da Casa – para que se possa ampliar os debates sobre o tema –, Zema disse que considera “ofensivo” um clamor por direitos por parte de setores do funcionalismo, neste momento. 

“Não é certo no momento de pandemia quem tem segurança no emprego, porque tem estabilidade, tem o ganho garantido, estar clamando por direitos enquanto nós temos milhões de desempregados que tiveram sua renda reduzida em 100%”, afirmou.

“Eu vejo isso como ofensivo em um momento como este. Quem ganha R$ 5 mil, R$ 10 mil está reclamando e tem um salário garantido enquanto muitas vezes quem ganhava um salário mínimo perdeu o emprego. Nós precisamos de um mundo mais solidário aonde os problemas sejam vistos na totalidade e não as pessoas ficarem olhando só para o próprio umbigo”, completou Zema.

Na Assembleia, também nesta quinta, parlamentares que se pronunciaram em Plenário, tanto da oposição quanto da base, elogiaram o adiamento da votação da reforma, provavelmente para agosto. 

Todos aprovaram a decisão do presidente Agostinho Patrus (PV) de realizar um seminário para debater as mudanças na previdência, antes de retomar a tramitação das propostas feitas pelo governador. Com isso, o Estado terá de pedir ao governo federal a prorrogação do prazo de 31 de julho como data limite para aprovar novas alíquotas de contribuição.

Na semana que vem, segundo o presidente da Assembleia, Agostinho Patrus (PV), a tramitação da reforma será suspensa para que haja um seminário sobre mudanças propostas pelo Executivo, com participação de deputados, servidores e do próprio governo