O processo do pedido de cassação do vereador de Belo Horizonte Wellington Magalhães (DC), acusado de desviar R$ 30 milhões do Legislativo municipal, recebeu parecer favorável pela continuidade, nesta segunda-feira (9). O parecer é do vereador e relator da comissão processante, Elvis Côrtes (PHS). Segundo ele, "há justa causa nas alegações dos denunciantes, ou seja, existe lastro probatório mínimo indispensável para o prosseguimento das denúncias", justificou em documento.

A partir de agora, a comissão tem 90 dias para tomar uma decisão. Até lá, serão feitas reuniões, que podem contar com a presença de testemunhas. 

O advogado de Wellington Magalhães, Leonardo Salles, foi procurado e informou que o vereador não vai se pronunciar sobre a decisão por enquanto.

Entenda

O pedido de cassação do mandato do vereador Wellington Magalhães foi apresentado pelo vereador Matheus Simões (Novo) e pelo advogado Mariel Marra e aprovado em plenário por unanimidade, no mês passado. 

Essa foi a segunda Comissão Processante instaurada na Casa para julgar a cassação de Wellington Magalhães. Na primeira investigação, aberta ano passado, após decisão unânime do colegiado pela cassação do parlamentar do DC, o vereador foi salvo pelos colegas. Foram 15 abstenções e 23 votos favoráveis à perda de mandato em Plenário - cinco a menos do que o necessário para a cassação.

Além da denúncia de desvio de R$ 30 milhões da Câmara Municipal, o Ministério Público divulgou em julho que Magalhães teria recebido propina de R$ 1,8 milhão, além de caixas de vinho e viagens para superfaturar contratos de publicidade do Legislativo. O vereador também aparece em uma lista de pagamentos de propina, chamado pelo apelido de "Grandão".

Além disso, áudios vazados pela imprensa flagram Magalhães proferindo ameaças ao vereador Mateus Simões (Novo) e ao promotor Leonardo Barbabela, responsável pelas denúncias contra Magalhães pelo Ministério Público.

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