Renegade 1.3 turbo 4x4: fomos até o campo de provas rodar no protótipo da Jeep

Marcelo Jabulas
@mjabulas
18/12/2021 às 09:01.
Atualizado em 29/12/2021 às 00:34
 (Jeep/Divulgação)

(Jeep/Divulgação)

CURVELO – Testar carros faz parte de quem cobre o setor automotivo. Geralmente só se tem acesso ao automóvel no dia de sua apresentação, ou quando ele é disponibilizado para avaliação. Guiar um protótipo é quase impossível, mas às vezes acontece. E foi o que fizemos com Jeep Renegade, equipado com motor 1.3 turbo de 185 cv e 27 kgfm de torque.

 O modelo estreia no ano que vem, já como linha 2023. A grande novidade está na adoção do motor, que já está presente nos irmãos Compass e e Commander, assim como na picape Fiat Toro.

A partir de agora, toda linha Renegade será oferecida exclusivamente com esse motor. A unidade 1.8 de 139 cv sai de cena, assim como o motor turbodiesel 2.0 de 170 cv, que estreou no Brasil, justamente no Renegade. O bloco diesel será exclusivo nos SUVs maiores, assim como na picape italiana.

Por outro lado, o Renegade 1.3 manterá as versões 4x2 e 4x4. A primeira combina o propulsor com a conhecida transmissão de seis marchas. Já a versão com tração integral, contará com a caixa de nove marchas (sendo que a primeira é destinada para função de reduzida), que é combinado com seletores de tração e tipo de terreno, além do bloqueio de diferencial e assistente de descida de ladeira.

Equilíbrio

Nas versões 4x2, a troca do beberrão Etorq 1.8 pelo novo motor turbo é um ganho sem precedentes. O SUV ganhou 46 cv a mais e cerca de sete quilos de torque. Já no diesel, ele ganhou 15 cv a mais, mas perdeu os mesmos 7 kgfm de torque.

E para nossa avaliação, testamos o protótipo 4x4, num campo de testes lamacento e numa trilha nada amigável. A chuva que caiu sobre o Circuito dos Cristais, em Curvelo (região Central de Minas), tornou o trajeto ainda mais hostil. 

Era o ambiente perfeito para saber se os quilos de torque a menos iriam cobrar seu preço. No asfalto, o carro acelera muito rápido, bem mais ágil que na versão a diesel. Apesar de menor oferta de força, o flex atinge a faixa de força plena com muita rapidez, o que se traduz em agilidade. Além disso, é mais silencioso.

Na terra, onde a velocidade geralmente é bem mais baixa, os 27 kgfm resolvem muito bem. Inclusive já tínhamos testado o Compass 1.3 (4x2) num terreno pouco amistoso, na zona rural de Ouro Branco, e o motor se mostrou mais que satisfatório.

Mas na estrada de terra, até o diminuto Fiat Mobi consegue se virar. O problema é ver como ele se sai numa trilha pesada, esburacada e lamacenta. Nessa situação o motor entregou força para vencer os obstáculos que dependem da tração 4x4 e da eletrônica. A suspensão segue a mesma, capaz de transpor caixas de ovos, sem torcer a carroceria. O bloqueio de diferencial resolve bem quando uma roda está no ar e outra mergulhada num buraco.

E por falar em mergulho, a capacidade de submersão manteve os 48 cm. Assim, ele suporta entrar e sair de uma piscina de lama, como um hipopótamo na hora do banho. 
O motor também mostrou fôlego na hora de vencer subidas íngremes e de baixa aderência. 

Ou seja, ele vai dar conta de passar pelas ruas dos bairros Santo Antônio e Gutierrez , em BH. E na hora de descer, basta acionar o assistente de descida de ladeira que motor, caixa, eletrônica e sistema de tração seguram o jipinho.

A troca dos motores melhorou muito diante do flex e não penalizou no turbodiesel. Agora resta saber se a Jeep irá tirar o “lastro” do diesel na etiqueta do preço.
 

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