Em sua história, a Audi passou por altos e baixos. Na década de 1930, quando ainda era a Auto Union, a marca fez história no mundo das corridas, com os poderosos Type-C e Type-D. Depois veio a guerra e a Audi só voltou a ganhar notoriedade nos anos 1960, quando a Volkswagen comprou 50% de suas ações. Mas para ganhar terreno, precisou apostar em segmentos mais modestos. O primeiro foi com o A3, em meados dos anos 1990 e nessa década, deu outra tacada forte com o A3 Sedan, ambos totalmente renovados.

 

Hoje a Audi é um selo de prestígio e forma a trinca de azes da indústria alemã junto com BMW e Mercedes. Seus dois compactos fizeram com que suas rivais desenvolvessem modelos menores e investissem em sistemas de tração dianteira como nos atuais Série 1, Classe A, Série 2 Gran Coupé e Classe A Sedan e tentar roubar participação dos irmãos das quatro argolas.

O A3 Sedan chega totalmente renovado e com a promessa de manter seu público cativo, principalmente em mercados emergentes, como o Brasil. O sedã foi o Audi mais bem sucedido por aqui, desde que Ayrton Senna resolveu trazer a marca para cá, em 1994. E certamente, a filial brasileira apostará suas fichas nele, novamente.

Assim como o hatch, ele chega com quatro opções de motores para o mercado europeu. Lá há uma opção turbodiesel TDI 2.0 com potências de 116 cv e 150 cv. Em todos os casos a tração é dianteira e há opções de caixas manual de seis marchas ou automáticas S-Tronic. No caso da opção automática, a alavanca dá lugar lugar uma pequena chave que seleciona as posições da transmissão, como no novo Golf e também no Porsche 911 (992).

As outras duas são do novíssimo TFSI 1.5 três cilindros turbo de 150 cv, que também pode vir equipado com módulo 48V, que oferta mais 5 mkgf de torque e assume a tração, quando há baixa demanda de torque, como num engarrafamento. Apesar de a potência ser muito parecida do atual 1.4 turbo, o novo motor promete ser bem mais eficiente, com médias de consumo na casa dos 20 km/l.

Recheio
Por dentro o A3 Sportback é equipado com quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, central multimídia de 10,1 polegadas, que mantém a função de reconhecer caracteres desenhados com os dedos, além de conexão com telefones série de outras funções.

Mas a cereja do bolo está no assistentes de condução como monitores de ponto cego, controle adaptativo de cruzeiro, sensor de tráfego cruzado, monitores de tráfego nas faixas laterais e projeção de dados de condução para para-brisas. 

O sistema Pre Sense foi aprimorado e se torna capaz de enxergar possíveis obstáculos e evitar colisões. Uma câmera é capaz de identificar diferentes formas, como um pedestre, e acionar medidas preventivas para evitar o acidente. 

O compacto ainda conta com faróis LED Matrix que atuam como projetores, que permite regulagens de diferentes fachos de forma automática, além de sistema de suspensão com amortecedores que se ajustam à estrada, garantindo mais conforto e elevando a estabilidade. 

Sua chegada ao mercado brasileiro é certa, mas ainda não há confirmação de data e nem preços, mas é provável que estreie na casa dos R$ 150 mil, faixa em que o Classe A Sedan inicia.