Com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o senador mineiro Rodrigo Pacheco (DEM) chega com amplo favoritismo para a eleição, nesta segunda-feira (1º), que definirá o novo presidente do Senado. 

Pacheco recebeu uma declaração pública de “simpatia” de Bolsonaro, pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e até por partidos de oposição, como o PT.

Sua liderança ficou tão folgada em relação a Simone Tebet (MDB-MS) que o partido dela decidiu, na semana passada, liberar a bancada para negociar cargos na Mesa Diretora.

A expectativa é que Pacheco consiga mais de 50 votos, dos 81 senadores. 

Pleito

No Senado, quatro parlamentares concorrem ao cargo. Além de Pacheco e Tebet, Major Olimpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO) são outros nomes. Novas candidaturas podem ser apresentadas antes do início da votação. 

A reunião preparatória para a eleição está marcada para 14h. Ela pode ser aberta com o quórum de 14 senadores, o equivalente a um sexto da composição do Senado. Mas a votação propriamente dita só começa com a presença da maioria absoluta da Casa.

Para ser eleito, o candidato precisará ter no mínimo dessa maioria absoluta, ou seja, pelo menos 41 dos 81 votos.

Na ocasião, serão eleitos ainda os demais membros da Mesa Diretora, também para um mandato de dois anos, mas a recondução é vedada. A Mesa é composta pelo presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes. Os votos para esses cargos só são apurados depois que for escolhido o presidente.

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