O renascimento do Ford Bronco mexeu com o orgulho da Jeep. O jipe cascudo do Oval Azul chegou cheio de robustez, com direito a peças destacáveis, seguindo o caminho do velho soldado. E para mostrar quem é que manda no pedaço, a FCA resolveu ativar uma receita que estava adormecida há 40 anos.

A Jeep apresenta o Wrangler Rubicon 392, versão mais bruta dos 81 anos do utilitário que deu nome à categoria. O 392 é uma criatura bizarra. Esqueça o compacto e valente motor 2.0 turbo de 272 cv oferecido no Brasil, ele voltou a usar um V8 sob o capô. 

Essa versão é equipada com um imenso Hemi 6.7 de 470 cv e 65 mkgf e transmissão TorqueFlite de oito marchas e claro, 4x4 com reduzida, diferencial Dana 44. Tudo isso garante muita força para o jipão no fora de estrada, que calça pneus de 33 polegadas, montados em rodas aro 17.

Por outro lado, também mostra que é ágil no asfalto. Para se ter uma ideia, esse paquiderme de mais de duas toneladas acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos. E atendendo ao gosto norte-americano, ele faz o quarto de milha (0 a 400 m) em 13 segundos. 

Alto, esse Wrangler tem 26 cm de altura livre do solo e com entreeixos alongado e balanços curtos, seu ângulos de ataque (44,5°), central (22,6°) e de saída (37,5°) permitem que encare qualquer obstáculo.

“Este é o Wrangler mais poderoso, rápido e capaz que jamais construímos. O kit de elevação de fábrica e o abundante torque a baixas rotações do V8 tornam o Rubicon 392 o rei das montanhas, tanto se vai por um terreno rochoso a baixa velocidade quanto se precisa superar uma rampa inclinada. Para completar, no asfalto, o Rubicon 392 é capaz de desenvolver grande velocidade”, garante Jim Morrison, que não é reencarnação do líder do The Doors, mas responsável pela marca Jeep, na América do Norte.

O 392 tem pacote de conteúdos farto, com central multimídia de 8,4 polegadas, equipada com conexão Apple CarPlay e Android Auto, assim como câmera de ré e GPS nativo. 

O multimídia ainda conta inclinômetro, que permite conferir ângulos de inclinação lateral e longitudinal da carroceria. Trata-se de um recurso fundamental para uso fora de estrada, já que alerta sobre os limites de condução em condições íngremes de uma trilha, evitando um capotamento.

As vendas começarão no primeiro trimestre de 2021, nos Estados Unidos. Por aqui é praticamente improvável sua importação, uma vez que a marca já vende uma versão com valores acima de 400 mil e volume de vendas de aproximadamente 50 unidades em 2020.