O candidato ao governo de Minas Gerais Antonio Anastasia, de 57 anos, foi o segundo entrevistado da Sabatina HD. Durante trinta minutos, ele repondeu a perguntas dos jornalistas Amália Goulart, editora do caderno Primeiro Plano, Renato Fonseca, editor do caderno Horizontes, e da repórter Tatiana Moraes, na tarde desta terça-feira (18). Internautas também enviaram perguntas sobre os principais desafios do próximo governador do Estado.

Anastasia falou que a prioridade é colocar as contas em dia e para isso pretende enxugar secretarias e cortar cargos comissionados. Ele não adiantou números, mas afirmou que "o percentual (de corte dos cargos comissionados) será o mais alto que já houve no passado". Quanto às secretarias, a ideia é reduzir pela metade, segundo o candidato.

Um outro ponto polêmico abordado foi o preço da gasolina no Estado, devido à alta carga tributária. "A gasolina de Minas é a segunda mais cara do Brasil, só perde para o Rio de Janeiro", afirmou Anastasia.  

Perguntado sobre a redução de impostos, ele disse que não tem condições de baixar as taxas em um primeiro momento. "Primeiro é preciso colocar as finanças em ordem e com as finanças em ordem é mais adequado falar de previsão", justificou.

Funcionalismo

O prazo para que os servidores públicos passem a receber no quinto dia últil é de até dois anos, segundo o candidato. Atualmente, o funcionalismo recebe em três parcelas. 

Cemig e Codemig

O candidato afirmou que é contra a privatização da Cemig. "A Cemig sempre teve uma administração autônoma em relação ao governo e é assim que deve ser. Não há nenhum intuito de privatizar a Cemig", disse. 

Quanto à venda da Codemig, Anastasia afirmou também que é contrário à negociação. "Acho que devemos utilizar a Codemig para alavancar parcerias e empréstimos no Estado".

Aécio Neves

Perguntado sobre a associação da imagem dele com a do padrinho Aécio Neves, Anastasia justificou que não vê nenhum problema. Mas que a carreira política dele é maior do que isso, que ele tem 35 anos de trabalho na vida pública, sendo cerca de oito ao lado de Aécio, no governo de Minas. "Fui secretário de Estado, vice-governador, governado e senador. Hoje sou candidato ao governo e ele (Aécio Neves) a deputado federal. São campanhas completamente diferentes", concluiu.  

Veja a entrevista na íntegra:

 

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