A mineradora Samarco, que está com as atividades suspensas em Mariana, na região Central de Minas, desde novembro de 2015, quando ocorreu o rompimento da barragem do Fundão, deve voltar a operar no 2º semestre de 2020 na região.

A expectativa é do diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo. Nesta quinta-feira (1º), em teleconferência com analistas, ele afirmou estar confiante que a Samarco obterá a licença operacional corretiva por volta de setembro deste ano. 

Se isso acontecer, a pelotizadora, sociedade entre a mineradora brasileira e a BHP, deverá retomar sua operação no segundo semestre do ano que vem. "Estamos confiantes", declarou.

De acordo com a Vale, a empresa já recebeu a licença relativa à cava de Alegria Sul, no Complexo de Germano, em Mariana. A tragédia envolvendo a Samarco deixou 19 mortos e um rastro de destruição. A enxurrada de lama devastou o distrito Bento Rodrigues e atingiu o Rio Doce.

Vale

Em relação à produção de minério de ferro da própria Vale, atingida pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em janeiro, o diretor-executivo de Ferrosos, Marcello Spinelli, afirmou que a mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas, que foi paralisada no início do ano, já está produzindo à plena capacidade (o equivalente a 30 milhões de toneladas/ano).

Com as retomadas de Brucutu e Vargem Grande, a Vale trabalha com um ritmo de produção anual na casa de 345 milhões de toneladas. No segundo semestre, a expectativa é produzir em ritmo superior a essa faixa, disse o diretor-executivo de Finanças, Luciano Siani.

*Com Estadão Conteúdo

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