Com a liberação do crédito em conta poupança para correntistas da Caixa, em todo o país, iniciada nesta sexta-feira (13), a expectativa do comércio é de melhoria das vendas em Belo Horizonte. No Centro, lojas já começam a receber clientes com um dinheiro a mais.

A vendedora Thaís Cristina da Costa, de 33 anos, está desempregada. Ela e a irmã, Ana Luísa Costa, de 20, que faz cursos profissionalizantes, aproveitaram a manhã de sexta para, dente outras coisas, fazer pequenas compras com o dinheiro liberado. “Estou em busca de biquínis, já que o calor chegou com tudo, disse Thaís. 

Segundo ela, a maior fatia do valor liberado será guardada para emergências. Ela aprova a liberação do FGTS. “Estava trabalhando até pouco tempo e o comércio está muito parado. Vai ser bom (o saque) pra movimentar a economia”, disse a jovem. 

A empresária Franciele Parreiras, sócia da Pimenta Rosa Glamour, rede composta por seis lojas de vestuário feminino em BH, além de Contagem e Betim, na Grande BH, incluindo e-commerce, afirma que a elevação nos números de vendas, esperada para os próximos meses a partir do montante que será injetado na economia, deve gerar mais empregos. 

Franciele Parreiras

Franciele Parreiras: liberação deve ajudar quem está endividado a retornar ao mercado

"O comércio será substancialmente beneficiado após momento de estagnação. Mais dinheiro no bolso significa mais investimentos por parte do empresariado, o que representa mais empregos diretos e indiretos”, afirma a comerciante. 

Segundo Franciele, a liberação também é benéfica para quem está endividado. “Ao pagar contas, a pessoa retorna ativamente ao mercado de consumo”, diz. 

Aumento de 50% 

Em uma das 10 lojas de fábrica só na região Central de BH da rede Colchões Ortobom, o crescimento de agosto para setembro já tem sido de 50% em vendas, segundo o gerente da Luiz Cláudio. O motivo? Crédito. 

Hugo Francisco

Hugo Francisco: saque trará 'coragem' para novos parcelamentos

“A pessoa quer comprar, mas tem medo. Por isso, cientes do crédito do FGTS e também do décimo terceiro que vem pela frente, ela já aceita fazer uma dívida e parcelar a compra”, afirmou o gestor de uma das lojas, localizado na avenida Amazonas, Hugo Francisco. 

Segundo ele, o cartão de crédito é responsável por 90% das vendas na loja. “As expectativas são muito boas”, finalizou.

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