As comemorações do Dia da Independência tiveram início oficialmente na manhã desta sexta-feira (7) com o desfile cívico-militar, que reuniu 4.800 militares e integrantes de organizações civis na avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte. O evento teve a segurança reforçada em função do atentado contra o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro, que levou uma facada na quinta-feira (6) em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

De acordo com o chefe da sala de imprensa da Polícia Militar, major Flávio Santiago, o incidente acendeu um alerta e exigiu novas estratégias de segurança. “Assim como o ocorrido ontem, qualquer evento inesperado promove novos estudos e mudanças nas estratégias de segurança. Evidentemente, já tínhamos um esquema preparado, mas esse planejamento é maleável e o que ocorreu ontem aumentou a nossa capacidade de resposta aqui”, disse. O contingente fazendo a segurança da área e as estratégias adotadas não foram divulgadas pela corporação.

Além dos integrantes da segurança, desfilaram cerca de dois mil estudantes de colégios militares de Belo Horizonte. Para o major Saulo de Tarso Fernandes Dias, representante da 4ª Região Militar, o desfile é uma oportunidade de resgatar valores cívicos e de patriotismo. “É um ótimo momento para relembrar os nossos valores de ética, cidadania e amor a pátria”, afirma.

Público reclama de falta de visibilidade

Se a segurança foi importante pra proteger uma parte dos presentes, a outra foi prejudicada. Centenas de civis que foram até a avenida para assistir ao desfile tiveram a visibilidade prejudicada pela distância estabelecida.

Carolina Dutra, servidora pública, foi conferir ao desfile da filha, que estuda no Colégio Tiradentes, mas não conseguiu ver nem mesmo da primeira fila. “Nos outros anos a visão estava melhor. Acredito que tenham afastado o público por motivos de segurança, depois do houve ontem com o Bolsonaro. Mas o povo é que sai prejudicado, não vi a minha filha passar”, lamentou.

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