O senador Zezé Perrella (PMDB) usou a tribuna do Senado na tarde desta terça-feira (30) para esclarecer as últimas notícias envolvendo seu nome ao do senador Aécio Neves (PSDB) em possível esquema de recebimento de propina da empresa JBS em troca de favorecimentos.

Por meio da operação Patmos, da Polícia Federal, o ministro Edson Fachin autorizou buscas na casa do senador Perrella e de pessoas ligadas a ele, por possíveis indícios de lavagem de dinheiro.

Sobre a operação, Zezé disse: “Me acusam de participar, atraves de uma das empresas da minha família, de lavar dinheiro. Uma irresponsabilidade total. Bastava ver os extratos da minha conta. Todos veriam que nada aconteceu”.

O senador peemedebista ainda explica que o houve é que ele pegou um empréstimo com a empresa ENS, cujo sócio dela é contador das suas empresas. “E esse depósito foi feito através de um TED. Eu não tinha o que se esconder nada. Que lavagem de dinheiro é essa, onde você pega um dinheiro onde se pode pagar qualquer coisa com ele e deposita no nome de uma pessoa jurídica. Que lavagem é essa? É de estarrecer”, complementou.

Em outro trecho do discurso, Zezé Perrella afirma que nunca manteve diálogo com senhor Joesley Batista, sócio da JBS.

“Nem sequer por telefone. E olha que fui da área de frigoríficos a vida inteira. Não conheço esse cidadão. Não fui citado em nenhuma das delações premiadas, mentirosas ou não, nenhuma delas. Senhor Joesley Batista, que agora está passeando em Nova Iorque, financiou 2.000 campanhas, a minha não. Até porque quem fez minha campanha foi o senador Itamar Franco", declarou Perrella.

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