Entidades sindicais e associações de servidores do Estado se reúnem na próxima segunda-feira (11) para discutir medidas a serem tomadas por causa do atraso no pagamento dos salários do funcionalismo público. A possibilidade de paralisação e greve não é descartada, mas o assunto é tratado com cautela.
“Os servidores se sentem amedrontados porque qualquer assunto em torno de paralisação geral gera ameaças de todos os tipos, coisa que a gente não esperava. O grande problema, hoje, é que o governo até então não conversou com os sindicatos, então não existe diálogo”, afirma o diretor político do
Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindpúblicos), Geraldo Henrique da Conceição.

O representante da entidade, que publicou nota em seu site se dizendo decepcionado com o governo do Estado, defende que o problema da crise financeira tem raiz na gestão da União, mas aponta falhas do governo mineiro.

“O governo, que está com problema de arrecadação, ao invés de ter políticas criativas, aumenta impostos. Além disso, há vários cargos comissionados em todas as secretarias e, até agora, o governo Pimentel não fez nada para reduzir. O governo está ineficiente, ineficaz e ruim”, critica o sindicalista.

O encontro da próxima semana vai reunir, ao todo, 12 sindicatos e associações de servidores públicos, entre eles os representantes de fiscais, policiais civis e servidores da saúde. A preocupação dos profissionais é que o governo do Estado possa estar usando a crise como forma de pressão para outros fins.

“Isso também pode ser uma estratégia para que o servidor não peça reajuste e para buscar apoio na sociedade para aprovação da CPMF”, observa Geraldo Henrique.

Os servidores estaduais do governo de Minas somam, aproximadamente, 403 mil.