Nova tendência de hábito entre os consumidores, a economia compartilhada traz lucros para quem resolveu intermediar a relação entre locadores e locatários. Por meio de sites, é possível alugar desde carros e bicicletas a brinquedos e malas, ítens que ficam parados em casa e que podem ser uma oportunidade para ganhar uma grana extra. 

Os desenvolvedores do site Allugator investiram apenas R$ 500 e a mão de obra de quatro pessoas para criar uma plataforma em que se pudesse alugar de tudo. A diária de uma bicicleta, por exemplo, pode custar R$ 12. Com um ano de existência, o site já tem nove colaboradores trabalhando diretamente na empresa. 

“Lucramos com um percentual variável em cada transação. Os preços de cada mercadoria são estipulados pelo dono do bem. Pretendemos atingir a marca de 100 mil produtos cadastrados até o fim do ano, em várias cidades do Brasil”, projeta Cadu Guerra Lemos, um dos fundadores do Allugator.

Allugator Cadu Guerra Lemos, CEO e fundador do site Allugator (centro), e sua equipe, trabalham na plataforma que permite ao cliente alugar de bicicletas a brinquedos e malas

Nessa mesma onda,  Bruno Hacad e Conrado Ramires lançaram em 2015 uma plataforma para compartilhamento de carros. Implantado inicialmente em São Paulo e outras 26 cidades do interior paulista, o Pegcar foi trazido recentemente para Belo Horizonte. Os sócios investiram R$ 40 mil na criação do site e esperam crescimento de 40% em 2017.

Quem tem carro parado na garagem ou que não faz uso constante do veículo pode se cadastrar no Pegcar, que tem preço médio de R$ 60 a diária, considerando-se um automóvel popular. O proprietário tem o carro segurado durante o empréstimo e fica com 80% do valor do aluguel. O site cobra uma taxa de 10% sobre o valor da locação. 

“Belo Horizonte possui a terceira maior frota do país, com mais de 1,7 milhão de veículos, segundo o Denatran, mas não contava com nenhum serviço de compartilhamento de carros. Fomos os primeiros. Temos casos de proprietários de veículos que já lucraram até R$ 1.500 por mês”, explica Conrado, um dos co-fundadores do Pegcar. “A intenção é fazer com que todo mundo lucre e saia satisfeito”, diz Bruno. 

Quem aderiu à plataforma recentemente descreve que a procura pelo aluguel é grande. Difícil é deixar o carro disponível o tempo todo. “Uso meu carro para o trabalho e não tenho apego a ele não. Ainda estou me adaptando a tudo. Se houver oportunidade de alugar outros bens, dependendo da situação, eu disponibilizo também”, diz Lucas Lander, que aderiu ao Pegcar.