Um homem com uma faca escondida numa bolsa atacou nesta terça-feira (3) três soldados de uma patrulha que estava em frente a um centro comunitário judaico na cidade de Nice, sul da França, informaram dois policiais.

Sarah Baron, funcionária do sindicato policial da cidade, informou que o homem foi detido após o ataque, que aconteceu perto da loja de departamentos Galeries Lafayette. O prefeito de Nice, Christian Estrosi, informou que o homem tinha uma cédula de identidade com o nome de Moussa Coulibaly.

O sobrenome, que é relativamente comum em famílias descendentes de imigrantes do Mali, é o mesmo do homem que fez reféns numa loja de produtos kosher em Paris e matou uma policial no mês passado.

Outro policial disse que o homem que realizou o ataque tirou uma faca com lâmina de pelo menos 20 centímetros da sacola e se lançou sobre um dos soldados, ferindo-o no queixo. Ele então bateu nos outros dois soldados - um no rosto e outro na testa, antes de ser detido por policiais que estavam próximos ao prédio.

Uma gerente do centro comunitário, que não quis se identificar porque estava com medo, confirmou que os soldados que estavam na frente do prédio foram atacados. Segundo ela, tudo aconteceu por volta do horário do almoço e ninguém estava no escritório naquele momento.

O homem que realizou o ataque, com idade aproximada de 30 anos, tem histórico de roubo e violência, disse um policial em condição de anonimato. O motivo do ataque não estava claro, acrescentou ele.

O prefeito Estrosi disse à emissora de televisão BFM que um possível cúmplice havia sido detido.

A França está em alerta máximo desde os ataques no início de janeiro, na região de Paris, que deixaram 17 vítimas mortas. Mais de 10 mil soldados foram enviados para todas as partes do país para proteger locais sensíveis, o que inclui áreas de compras, sinagogas, mesquitas e locais com grande circulação de pessoas.

Também nesta terça-feira, autoridades francesas detiveram sete homens e uma mulher suspeitos de envolvimento numa rede que envia combatentes para se juntar ao Estado Islâmico na Síria.

Fonte: Associated Press.