Parte dos manifestantes que se reuniram na Praça da Sé por volta das 17 horas desta terça-feira (18) no sexto protesto contra o aumento das tarifas de ônibus, se deslocou para a Prefeitura de São Paulo, no Vale do Anhangabaú. Um grande grupo ainda permanece na Sé. A manifestação era pacífica até que um pequeno grupo avançou em uma tentativa de ocupar a prefeitura.

Um grupo ocupou a linha de frente dos protestos, quebrou a grade de segurança em torno da prefeitura municipal e avançaram de forma agressiva depredando o patrimônio e enfrentando o policiamento. Um outro grupo que estava atrás tomou a frente do prédio e faz um cordão de isolamento com gritos de  "sem vandalismo".

Policiais da Guarda Civil Metropolitana (GCM) tentaram conter os manifestantes e acabaram entrando dentro do Edifício Matarazzo e fechando as portas para se refugiarem. Algumas pessoas ainda continuaram a atacar as portas usando as próprias grades e quebraram vidros. A GCM está jogando gás de pimenta de cima do prédio.

Enquanto um grupo de manifestantes permanece em frente ao prédio da prefeitura, parte dos jovens se dirigiu à Avenida Paulista, que está totalmente interditada, nos dois sentidos. O protesto segue em direção à Rua da Consolação.

Na região central, o clima ainda é tenso. Um grupo pichou as paredes da Prefeitura, quebrou vidraças e rasgou as bandeiras do Estado e da cidade. Boa parte era de Black Blocs, punks com roupas pretas e rostos cobertos por máscaras e lenços. Mais cedo alguns participantes queimaram bonecos com a cara do prefeito Fernando Haddad (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB).