A polícia da Tailândia informou que prendeu o suspeito do atentado que matou 20 pessoas na capital do país. De acordo com as autoridades, o homem não está cooperando com as investigações e parece mentir no interrogatório. O suspeito deve permanecer sob custódia por pelo menos sete dias.

O porta-voz da polícia local, Prawuth Thavornsiri, afirmou neste domingo que as autoridades "acreditam que ele não está dizendo a verdade". O estrangeiro, de 28 anos, foi preso no sábado, após a polícia invadir um apartamento e encontrar equipamentos para a fabricação de bombas e passaportes falsos. Este foi o primeiro avanço importante das investigações do ataque que aconteceu em 17 de agosto, no Santuário de Erawan, no centro de Bangcoc, que deixou 20 mortos e mais de 120 pessoas feridas.

Prawuth afirmou que os investigadores encontraram, neste domingo, mais 200 passaportes sem fotografias no apartamento, o que indica que o estrangeiro pode estar envolvido no tráfico de pessoas.

A prisão compromete as repetidas declarações da junta militar da Tailândia de que os ataques estariam ligados ao cenário político instável do país, que passou por dois golpes de Estado nos últimos oito anos, além de uma série de revoltas e manifestações da população. Em vez disso, as investigações dão força às especulações de que o bombardeio teria sido uma retaliação à decisão do governo em deportar mais de cem pessoas da etnia uigures para a China. Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press.