A ascensão dos utilitários-esportivos (SUV’s) teve início nos anos 1990. De lá para cá, viraram sinônimo de carro de luxo, ainda mais quando marcas como BMW, Mercedes-Benz, Porsche, Audi e até mesmo Bentley, Rolls-Royce e Lamborghini resolveram entrar na dança dos jipões de rico. Mas todo mundo sabe que carro de alto luxo não faz volume, então foi necessário descer do salto e oferecer opções nas prateleiras mais acessíveis.

Hoje, os jipes compactos correspondem à esmagadora parcela do mercado de SUV’s. Para se ter uma ideia, de janeiro a abril deste ano foram emplacados 171 mil jipinhos no Brasil, segundo a Fenabrave. Nessa conta tem de tudo, desde Duster a Cayenne e Range Rover. No entanto, 110 mil foram compactos, com preços entre R$ 75 mil e R$ 140 mil. 

Eles correspondem a 64% do segmento. E muitos conteúdos dos jipões de luxo estão “escorrendo” para as prateleiras debaixo por exigência do mercado.

É o caso da caixa automática, que representa mais de 90% das vendas dos jipinhos. O SUV compacto ocupou a vaga do sedã médio nas garagens dos consumidores que podem se aventurar em aquisições acima dos R$ 80 mil. E esse consumidor exige conforto.

Eficiência
Outro item que tem ganhado força nos jipinhos são os motores turbo. Nesse caso, a exigência nem é por parte do consumidor, mas pelo endurecimento das normas de controles de emissões. Motores mais eficientes fazem parte das determinações do Rota 2030 e os fabricantes estão aplicando nos utilitários por ter grande apelo de consumo e ajudaram a baratear a tecnologia para chegar às demais categorias.

Chery Tiggo 5

Chery tiggo 5x 1.5 CVT (R$ 86.990 a R$ 97.990)
O Tiggo 5X foi lançado em dezembro e é uma das armas para fazer com que a marcha chinesa decole no mercado brasileiro. O jipinho feito na fábrica da Caoa em Anápolis (GO), tem bom acabamento e um pacote de equipamentos que não fica para trás em relação aos concorrentes. A versão topo de TXS tem partida sem chave, freio de estacionamento elétrico e teto solar panorâmico. Seu motor 1.5 turbo de 150 cv oferece bom vigor e a caixa de automatizada de dupla embreagem e seis marchas, que garante a comodidade que o consumidor de utilitários busca. Outra opção que recorre ao mesmo powertrain, mas com maior oferta de espaço, é o irmão maior, Tiggo 7, com sete lugares e preços de R$ 107 mil e R$ 117 mil, na topo de linha.

Chevrolet Tracker

Chevrolet Tracker 1.4 AT6 (R$ 92.590 a R$ 106.290)
O Tracker está próximo de mudar de geração. Mas nem por isso o jipinho da Chevrolet deve ser jogado para escanteio. O SUV mexicano foi um dos primeiros a ser oferecido com a combinação de caixa automática e motor turbo 1.4 de 153 cv. Com ótimas construção e acabamento, o Tracker é um carro gostoso de dirigir. O pacote de conteúdos da versão de entrada (LT) conta com direção elétrica, ar-condicionado, multimídia MyLink, além de controles de estabilidade (ESP), assistente de partida em rampa e luz diurna em LED. Já as versões Premier e Midnight ampliam a cesta com bancos em couro, alerta de colisão, monitor de faixa de rodagem, teto solar, dentre outros atributos. 

Citroen C4 Cactus

Citroën C4 Cactus Shine 1.6 AT6 (R$ 95.990 a R$ 99.990)
Lançado em agosto de 2018, é a tábua da salvação da francesa no Brasil. O jipinho tem desenho exótico e estreou com a combinação de motor turbo de 173 cv e caixa automática de seis velocidades, logo em seu lançamento. Para levar para casa tal combinação de motor e transmissão é preciso desembolsar pelo menos R$ 95.990, na versão Shine, a única que oferece esse powertrain. A versão conta com direção elétrica, quadro de instrumentos digital (que não permite customização), ar-condicionado digital, multimídia e bancos em couro. O consumidor ainda pode optar pela verão Shine Pack, que inclui frenagem de emergência, alerta de colisão, monitor de faixa e seis bolsas infláveis, por R$ 100 mil.

Honda HR-V turbo

Honda HR-V Touring 1.5 CVT (R$ 139.990)
O HR-V se tornou um dos automóveis mais desejados do mercado brasileiro. Ele sempre está entre os líderes de venda, disputando a preferência do consumidor com os irmãos Jeep Renegade e Compass (que só oferecem turbo e caixa automática na opção diesel). Assim como a dupla norte-americana, o japonês viveu até agora sem turbo sob o capô. A versão Touring chegou agora ao mercado e recorre ao mesmo motor 1.5 de 173 cv do Civic, combinado a uma transmissão CVT, que pode emular até sete marchas. Com o preço elevado, ele tenta se fazer valer pelos itens como teto solar panorâmico, partida sem chave, destrava das portas presencial, câmera de manobras no retrovisor direito, dentre outros. 

Peugeot 2008

Peugeot 2008 griffe thp 1.6 AT6 (R$ 99.990)
Lançado na semana passada, o 2008 demorou quase cinco anos para combinar o irrepreensível motor 1.6 THP de 173 cv com uma transmissão automática de seis marchas. Segundo a PSA, isso só foi possível com os investimentos para o lançamento do C4 Cactus, que permitiu ajustar o berço do motor para o conjunto. A combinação só é oferecida na versão topo de linha, ao mesmo preço da opção mais qualificada do primo do duplo chevron. Bem recheado, ele oferece mimos como teto solar panorâmico, acabamento em couro, multimídia, quadro de instrumentos i-Cockpit, com posição elevada para facilitar a leitura, assim como seletor de aderência de piso. 

VW T-Cross

Volkswagen T-Cross 1.0 e 1.5 AT6 (R$ 94.490 a R$ 109.990)
A estreia da VW no segmento de utilitários compactos tem sido prometida há quase 10 anos. O T-Cross tem duas opções de motores turbo: TSI 200 1.0 de 128 cv ou TSI 250 1.4 de 150 cv. A versão automática mais simples, a Comfortline (R$ 94.490), conta com direção elétrica, ar-condicionado digital, multimídia, câmera de ré, sensores dianteiros e traseiros, além de seis airbags, controles de tração e estabilidade (ESP) e assistente de partida em rampa. Já a versão topo de linha Highline 250 TSI (R$ 109.990) pode receber bancos em couros, cluster digital, teto solar panorâmico, partida sem chave e assistente de manobra, o que eleva o preço para R$ 125 mil. O que pesa é o acabamento espartano.