Quando a id Software lançou “Doom” em 1993, seus desenvolvedores não imaginavam que o game teria incontáveis versões para as mais diferentes plataformas. Além do MS-DOS, o game ganhou edições para 3DO, Sega Saturn, Super Nintendo, Xbox 360, PS4 e smartphones. Inclusive, teve até um maluco que conseguiu rodar o jogo numa calculadora científica. Agora, quase 30 anos depois, “Doom Eternal”, que estreou em março para PC, PS4 e Xbox One ganha uma edição para o portátil Nintendo Switch.

O game, que é uma espécie de releitura de “Doom II: Hell on Earth” teve conversão a cargo da Panic Button, mesmo estúdio que também trabalhou no port (para ficar no jargão do meio) de “Doom” (2016), “Wolfenstein II: the New Colossus” e “Wolfenstein: Youngblood”.

No enredo, as criaturas do inferno que destruíram a colônia em Marte invadem a Terra. E cabe ao soldado Doom Slayer o fardo de liquidar os capetões que quase ameaçam a humanidade de extinção. 

Ajustes

A versão para Switch promete o mesmo nível de intensidade das demais edições, com tiroteios frenéticos e criaturas grotescas pipocando aos montes pela tela. O game passou por um processo de ajustes “caber” no hardware do console japonês, que tem especificações bem mais modesto que PS4 e Xbox One.

E olha que “Doom Eternal”, assim como o “Doom” (2016), exige o máximo dos veteranos de Sony e Microsoft. No PS4, a ventoinha gira quase que tempo integral para resfriar o processador.

Visualmente é esperada uma qualidade inferior nas texturas, assim como na taxa de quadros. Afinal, o Switch é um console portátil, com o benefício do Dock que suporta resolução Full HD quando conectado ao televisor. Mas sem o mesmo poder de processamento dos rivais. 

Com “Doom” (2016) era nítida a perda de detalhamento. Mas uma percepção que só é notada quando se coloca as duas telas lado a lado.

No entanto, pelo material divulgado, a qualidade das imagens e a velocidade do game parecem ser bem satisfatórias diante dos consoles mais parrudos. São diferenças que só quem jogou nos demais consoles, ou no PC, pode reparar. Para o consumidor que só joga no Nintendo, isso não será problema.

Garantido

Por outro lado, a id garante que o game será tão divertido como nas demais plataformas e adiciona funções como mira por movimento. É possível direcionar a mira da arma movendo os Joy-Con (que são os joysticks modulares do aparelho). Eles contam com giroscópios como nos celulares, o que promete uma experiência mais intensa.

Além disso, o Switch conta com um recurso que é impossível no PS4, Xbox One, assim como os novatos PS5 e Xbox Series X/S: a mobilidade. E mesmo se a pandemia limitar seus passeios com o Switch, é possível jogar na cama, no banheiro, dentro do carro. 

O preço ainda não consta no site da Nintendo brasileira, mas deverá girar entre R$ 250 e R$ 350 na edição digital. No varejo, anúncios de pré-venda oferecem o jogo (em mídia física) com valores que variam de R$ 260 a absurdos R$ 815.