Atenção para quem está à procura de emprego: mais da metade (50,4%) dos empresários de Belo Horizonte pretende efetivar os temporários que estão sendo contratados, aponta pesquisa divulgada ontem pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-BH). A maioria das vagas abertas é para vendedor (69,5%), estoquista (8,4%) e caixa (7,5%). A média de contratação é de 3,5 funcionários por empresa. 

Segundo o levantamento, a maior parte dos entrevistados vai admitir de dois a quatro funcionários (46,1%). Entre os segmentos, os que devem contratar o maior número de empregados são os de supermercados e produtos alimentícios, tecidos, vestuários, armarinho e calçados.
“Esses setores estão entre os que o movimento mais aumenta no fim do ano, por isso a necessidade de mais mão de obra”, afirma Marcelo de Souza Silva, vice-presidente da CDL-BH.

Natal

O dono da Estrada Real Decorações, Eder Braga, contratou 25 temporários para trabalhar nas duas lojas que tem no Centro e na Savassi. Destes, espera manter pelo menos dez. “Acredito que a economia vá melhorar consideravelmente no ano que vem”, afirma. Para segurar esse pessoal, admite pagar mais ou, até mesmo, bonificar melhor pelas vendas.

O anúncio de quem terá a carteira assinada será feito no fim de dezembro, mas ele antecipou a boa notícia para a operadora de caixa Jennifer Júlia.
A disposição da funcionária chamou a atenção. “As pessoas que trabalham no comércio estão com poucas qualificações. Quando aparece alguém com curso, com algum diferencial, nós precisamos mantê-lo”, diz o empresário.

Braga destaca que os temporários, no entanto, não serão dispensados de uma vez. A ideia é mantê-los até que o movimento na loja fique menos intenso. Desde setembro, a Estrada Real tem uma área grande destinada aos itens de Natal, movimento que amplia significativamente as vendas. 

Contratações

O ambiente político controverso fez com que os empresários adiassem as contratações de temporários. Muitos, aliás, desistiram de ampliar o quadro de funcionários. 

Conforme levantamento da CDL-BH, 18,7% dos funcionários optaram por aumentar as contratações no fim do ano. Destes, a maioria (89,1%) afirmou que a escala de contratação será igual à de 2017 e 5,5% que será maior. Já os que pretendem contratar menos temporários somam 5,4%.
“A maioria não contratou temporário por conta do cenário econômico, que foi muito contagiado pelo setor político. E a recuperação lenta da economia, apesar da taxa de desemprego menor, está muito alta”, diz a economista da CDL-BH, Ana Paula Bastos.

Regiões

Os lojistas da região Centro-Sul prometem contratar mais mão de obra temporária, representando 35% da cidade. 
A região Leste vem em segundo lugar, com 23,3%, seguida pelo Barreiro, com 17,6%. “Essas são regiões da cidade que possuem centros comerciais fortes, com grande concentração de lojas de diversos ramos, o que justifica os maiores percentuais em relação às outras Regionais”, diz o vice-presidente da CDL/BH.